Internacional

Trump detalha metas militares contra o Irã e fala em guerra sem prazo definido

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 3 de março de 2026 às 15:44 | Atualizado há 4 meses

Presidente dos EUA afirma que país está preparado para prolongar conflito com o Irã | Foto: MOLLY RILEY/CASA BRANCA
Presidente dos EUA afirma que país está preparado para prolongar conflito com o Irã | Foto: MOLLY RILEY/CASA BRANCA

Durante entrevista concedida na última segunda-feira (3) na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano estimava inicialmente um conflito de quatro a cinco semanas com o Irã ao planejar a ofensiva realizada em 28 de fevereiro. Segundo ele, o cronograma projetado já foi superado, mas as forças americanas estariam preparadas para manter as operações pelo tempo que for necessário.

De acordo com Trump, o planejamento estratégico previa um período limitado de confrontos, porém a resposta militar teria avançado além das expectativas iniciais. O presidente declarou que, independentemente da duração da campanha, os Estados Unidos manterão a atuação “custe o que custar”, assegurando que o país dispõe de estrutura e recursos para prolongar as ações, caso seja preciso.

Ao detalhar os objetivos da ofensiva, Trump listou como prioridades a destruição da capacidade iraniana de lançar mísseis, o enfraquecimento da força naval de Teerã e o bloqueio de qualquer avanço em direção à obtenção de armas nucleares. O presidente acrescentou que Washington também pretende impedir que o governo iraniano continue fornecendo apoio militar e financeiro a grupos armados fora de seu território.

O chefe da Casa Branca afirmou ainda que as operações já teriam resultado na neutralização de dez embarcações e comprometido significativamente a infraestrutura de mísseis do Irã, tanto na capacidade operacional quanto na produção de novos armamentos. Segundo ele, os ataques visam reduzir de forma duradoura o potencial bélico do país.

No cenário internacional, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, manifestou apoio às ações conduzidas pelos Estados Unidos em conjunto com Israel. Em entrevista à emissora alemã ARD, concedida em Bruxelas, ele avaliou que as investidas contribuem para enfraquecer a capacidade iraniana de desenvolver armas nucleares e mísseis balísticos.

Apesar do respaldo político, Rutte ressaltou que a aliança militar não pretende integrar formalmente a operação. Segundo ele, não há planos para envolvimento direto da Otan, embora países-membros possam, individualmente, oferecer apoio às iniciativas lideradas por Washington e pelo governo israelense.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia