Cotidiano

Filha de Eliane de Grammont, cantora morta por Lindomar Castilho em 1981, participa de ação contra feminicídio em Goiânia

Redação Online

Publicado em 4 de março de 2026 às 16:12 | Atualizado há 3 meses

Eliane de Grammont foi vítima de feminicídio em 1981 em crime de repercussão nacional
Eliane de Grammont foi vítima de feminicídio em 1981 em crime de repercussão nacional

A ativista Lili de Grammont, filha da cantora Eliane de Grammont, assassinada durante um show em 1981, participa da abertura da 32ª Semana da Justiça Pela Paz em Casa no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). O evento acontece na próxima segunda-feira (09/03), às 8h30.

Lili integra a mesa-redonda “O Feminicídio e os Desafios na Prevenção: O que Falta para Impedir que Mais Mulheres Sejam Vítimas?”, ao lado da psicóloga Ionara Vieira Moura Rabelo e da juíza Simone Pedra Reis, 1ª vice-coordenadora da Coordenadoria da Mulher do TJGO.

Eliane de Grammont foi vítima de feminicídio em 1981 em crime de repercussão nacional. O ex-marido, o cantor goiano Lindomar Castilho, efetuou vários disparos durante apresentação da artista em São Paulo. Condenado a 12 anos, deixou a prisão nos anos 1990. Lili tinha apenas 2 anos na época.

Durante a programação, será apresentado estudo inédito que revela: mulheres notificadas por suspeita de violência doméstica na rede pública de Goiânia têm risco quatro vezes maior de morrer por causas externas. A pesquisa analisou 24.093 notificações entre 2010 e 2020.

Em parte dos casos, as mortes ocorreram em menos de 30 dias após a notificação. O estudo mostra fragilidades na rede, mas também evidencia que a integração entre saúde e Justiça salva vidas, com redução de até 80% no risco de morte quando há encaminhamento aos serviços da Justiça.

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