Internacional

Veterano da Marinha quebra o braço em confronto com senador republicano durante protesto contra guerra no Irã

Redação Online

Publicado em 5 de março de 2026 às 19:22 | Atualizado há 4 meses

ativista Paul Rieckhoff declarou: "Nenhum senador dos EUA precisa se injetar nesta situação"
ativista Paul Rieckhoff declarou: "Nenhum senador dos EUA precisa se injetar nesta situação"

O veterano do Corpo de Fuzileiros Navais Brian McGinnis, vestindo uniforme de gala, interrompeu uma reunião do Comitê de Serviços Armados do Senado nesta quarta-feira (04/03) para denunciar os ataques aéreos conjuntos de EUA e Israel ao Irã. O incidente ocorreu enquanto policiais tentavam removê-lo da câmara.

O senador republicano Tim Sheehy, ex-Navy SEAL, entrou na disputa para auxiliar a Polícia do Capitólio na remoção do manifestante. Durante o confronto, um estalo audível foi ouvido. Um membro do público gritou repetidamente: “Um senador dos EUA em exercício acabou de quebrar a mão de um fuzileiro naval”.

McGinnis foi preso e enfrenta três acusações: agressão a policial, resistência à prisão e manifestação ilegal. A Polícia do Capitólio atribuiu o ferimento ao próprio manifestante, afirmando que ele “ficou com o próprio braço preso em uma porta para resistir aos policiais”.

O senador respondeu ao episódio nas redes sociais: “A Polícia do Capitólio tentava remover um manifestante desequilibrado. Ele estava revidando. Decidi ajudar e acalmar a situação. Este senhor veio ao Capitólio em busca de um confronto, e conseguiu um”.

A decisão de Sheehy atraiu fortes críticas. O grupo Veteranos pela Liderança Responsável reagiu: “Esperemos que ele processe você”. O ativista Paul Rieckhoff declarou: “Nenhum senador dos EUA precisa se injetar nesta situação. É assim que se parece uma América desmoronando”.

Um vídeo publicado nas redes mostra McGinnis antes do incidente, afirmando estar em DC para “falar contra o Senado e perguntar por que enviarão nossos homens e mulheres para o perigo”. Ele convocou a população a exigir responsabilização pela “traição”.

Foto e Vídeo: Reprodução


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