Política

Estudante denuncia ambiente de ameaças e perseguição ideológica na UFG

Redação Online

Publicado em 5 de março de 2026 às 19:53 | Atualizado há 4 meses


Print de conversa atribuída a grupo de estudantes mostra mensagem com incentivo a agressão contra João Victor Noleto, episódio citado pelo aluno como exemplo de intimidação
Print de conversa atribuída a grupo de estudantes mostra mensagem com incentivo a agressão contra João Victor Noleto, episódio citado pelo aluno como exemplo de intimidação

João Victor Noleto, estudante do penúltimo período de Políticas Públicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), decidiu relatar assédio sistemático do qual tem sido alvo. O motivo: posições políticas de direita, consideradas “inaceitáveis” por uma parcela da comunidade estudantil.

O cotidiano de João Victor, que já se aproxima da conclusão do curso, transformou-se em um desafio constante. Segundo relato, a situação agravou-se após uma mudança na grade curricular, que o levou a frequentar disciplinas com calouros.

“Essas mensagens são constantes”, afirma João Victor. “Como teve uma mudança na grade, chegamos em matérias com o pessoal mais novo. Ao saberem que tem uma pessoa de direita a estudar Políticas Públicas na Federal, eles não sabem lidar com o contraditório. Isso resulta em ameaças, muitas vezes veladas.”

Violência física e virtual

O depoimento do estudante descreve hostilidade que ultrapassa o campo do debate de ideias e se transforma em intimidação física. Ele relata episódios de ameaças escritas explícitas: “Falam que vão bater, que vão roubar nossa camisa.”

Embora os corredores da universidade sejam o cenário dessa tensão, as redes sociais e especialmente o X (ex Twitter) servem como caixa de ressonância para assédio. João Victor descreve uma rotina de ataques intensos contra qualquer pessoa que se recuse a seguir o que ele define como o “Mainstream ideológico” vigente dentro da instituição.

Liberdade de pensamento em questão

Para João Victor, o direito de expressar opinião divergente sem temer pela integridade física ou material tornou-se inexistente em seu departamento.

“Essa é a rotina de uma pessoa que não segue o Mainstream ideológico dentro da UFG”, conclui, ao ilustrar uma fratura profunda em que o diálogo parece ter cedido lugar à ameaça sistemática.

Imagem: Reprodução

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