Consuelo Nasser impulsionou criação do Cevam em defesa de mulheres em Goiás
Léo Carvalho
Publicado em 8 de março de 2026 às 14:12 | Atualizado há 3 meses
Cevam, movimento de mulheres impulsionado por Consuelo Nasser, tornou-se referência no acolhimento de mulheres vítimas de violência em Goiás | Foto: Reprodução
Em um período em que casos de violência contra mulheres apareciam com frequência nas manchetes policiais, o Centro de Valorização da Mulher (Cevam) surgiu como um espaço de acolhimento e orientação para vítimas e suas famílias em Goiás.

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Consuelo Nasser foi pioneira na defesa das mulheres em Goiás
O local foi criado a partir da mobilização de mulheres e de profissionais ligados à defesa dos direitos femininos. A iniciativa ganhou força após discussões conduzidas pela advogada e jornalista Consuelo Nasser e por outras lideranças que defendiam estruturas permanentes de apoio às vítimas de violência.
Na sede do Cevam, muitas mulheres encontravam pela primeira vez um ambiente voltado ao atendimento especializado. O espaço passou a oferecer orientação jurídica, apoio psicológico e encaminhamento para serviços públicos.
Cevam guardião das mulheres
Relatos da época indicam que, em muitos casos, mulheres chegavam ao local acompanhadas de familiares ou após situações de agressão doméstica. O atendimento buscava garantir proteção e orientar sobre os caminhos legais disponíveis.
A delegada Nadir Cordeiro, que atuou em Goiás na defesa de políticas públicas voltadas às mulheres, participou de iniciativas que ajudaram a estruturar a primeira delegacia especializada no atendimento feminino no estado. A criação desse tipo de estrutura foi resultado de articulações entre militantes, profissionais do direito e integrantes da segurança pública.

Além do acolhimento direto às vítimas, o Cevam também promoveu debates e encontros voltados à conscientização sobre violência doméstica e direitos das mulheres. Entre as atividades organizadas estavam seminários e publicações que reuniam jornalistas, juristas e ativistas.
Um dos eventos citados em registros da época é o seminário “Cinco de Março”, realizado na antiga Folha de Goiás. Os encontros reuniam especialistas para discutir políticas públicas e estratégias de enfrentamento à violência de gênero.
Com o passar dos anos, o centro consolidou-se como uma referência local de apoio às mulheres. O trabalho desenvolvido no espaço contribuiu para ampliar o debate público sobre violência doméstica e para fortalecer redes de proteção às vítimas.