Brasil registra 140 casos confirmados de mpox em 2026; nenhum óbito foi registrado
Redação Online
Publicado em 10 de março de 2026 às 20:55 | Atualizado há 3 meses
Aumento representa um salto de 59% em 14 dias
O Brasil chegou a 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do painel epidemiológico do Ministério da Saúde atualizados na segunda-feira (09/03). O país também contabiliza 539 casos suspeitos e nove prováveis. Nenhum óbito foi registrado até o momento.
A maior concentração de casos está no Estado de São Paulo, com 93 registros. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11) e Roraima (11). Os demais casos estão distribuídos por outros nove estados e no Distrito Federal.
No fim de fevereiro, o país contabilizava 88 casos confirmados. O aumento representa um salto de 59% em 14 dias. Para o infectologista Álvaro Costa, membro da SBI, a alta pode estar relacionada ao período do carnaval, mas a situação não é considerada perigosa, apenas acende alerta para vacinação.
A mpox é causada pelo vírus MPXV e tem transmissão por contato com pessoas infectadas (abraços, beijos, relações sexuais ou lesões cutâneas) ou materiais contaminados. “O mpox tem grande transmissão durante atividades sexuais”, destaca Costa.
Os principais sintomas são erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados, febre, dor no corpo e fraqueza. O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21. A recomendação é buscar ajuda médica ao apresentar sintomas.
A vacinação é a principal forma de prevenção, mas o acesso é limitado. No Brasil, podem se vacinar pessoas entre 18 e 49 anos com HIV/Aids, profissionais de laboratório e pessoas expostas ao vírus. O ministério orienta ainda higienização de mãos e superfícies.
Foto: Ministério da Saúde/Reprodução