Trump ameaça retirar EUA da Otan após falta de apoio em ação contra o Irã
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 17 de março de 2026 às 15:18 | Atualizado há 3 meses
Declaração de Trump ocorre em meio a tensões com membros da Otan sobre atuação no Oriente Médio | Foto:
Win McNamee/Getty Images
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que pode reavaliar a permanência do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em meio a divergências com aliados sobre uma possível atuação no conflito envolvendo o Irã. A declaração foi feita durante encontro com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin.
Questionado por jornalistas sobre o futuro da relação entre os Estados Unidos e a aliança militar, Trump indicou que a permanência do país no bloco pode entrar em debate. Segundo ele, trata-se de “algo sobre o qual devemos pensar”, sinalizando insatisfação com a postura adotada por membros da organização diante do cenário atual.
O presidente norte-americano também criticou a decisão de aliados de não apoiarem uma iniciativa liderada por Washington, classificando a postura como um “erro muito tolo”. A proposta previa o envio de navios de guerra para uma operação com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o comércio global de petróleo.
A passagem marítima é responsável pelo escoamento de cerca de 20% da produção mundial da commodity, o que a torna um ponto sensível em meio às tensões no Oriente Médio. A recusa de países da Otan em participar da missão expôs divergências dentro da aliança quanto ao grau de envolvimento no conflito com o Irã.
Apesar da falta de consenso entre os aliados europeus, Trump afirmou estar “desapontado” com a decisão, mas destacou que alguns países demonstraram disposição em colaborar com os Estados Unidos na tentativa de garantir a segurança da rota marítima e restabelecer o fluxo na região.
As declarações ocorrem em um momento de crescente tensão geopolítica e evidenciam possíveis fissuras na relação entre Washington e parceiros tradicionais da Otan, especialmente no que diz respeito a estratégias militares conjuntas fora do território europeu.