Esportes

Chuva pode marcar etapa da MotoGP em Goiânia

Giovanna Gonçalves - Estágio DM

Publicado em 17 de março de 2026 às 16:44 | Atualizado há 4 meses

Previsão indica pista molhada nos três dias e aumento do risco de quedas | Foto: Gold and Goose
Previsão indica pista molhada nos três dias e aumento do risco de quedas | Foto: Gold and Goose

O fim de semana da MotoGP em Goiânia, entre os dias 20 e 22 de março, deve ser marcado por chuvas, segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo).

A segunda etapa do calendário do MotoGP tem previsão de acontecer sob instabilidade e muita chuva. A capital goiana tem registrado temperaturas entre 19°C e 29°C, com volumes de chuva próximos a 15 milímetros. O clima é típico da época: dias quentes e úmidos, com tardes e noites chuvosas.

Monitoramento e risco nas provas

André Amorim, gerente do Cimehgo, afirma que o clima da cidade vem sendo monitorado com antecedência. Para lidar com a situação, uma medida inédita no Brasil foi adotada: a instalação de uma estação meteorológica dentro do Autódromo Internacional Ayrton Senna. Os equipamentos de última geração geram informações a cada dez minutos sobre chuva, vento, temperatura e umidade, auxiliando nas ações preventivas e no monitoramento durante as corridas.

A previsão também preocupa pela possibilidade de impacto nas provas. Ainda de acordo com o especialista, há grande chance de os pilotos competirem sob chuva nos três dias, o que pode deixar a pista escorregadia.

No entanto, caso o clima se intensifique, as corridas podem ser interrompidas temporariamente e retomadas assim que houver condições seguras.

Além disso, a equipe organizadora do evento possui planos de contingência voltados para corridas sob chuva.

Desempenho dos pilotos na chuva

Johann Zarco, Diogo Moreira, Marc Márquez | Foto: Reprodução

As pistas molhadas adicionam mais desafio à competição. A aceleração dos pilotos diminui entre 8% e 12%, o que pode aumentar a distância entre eles durante as voltas. No entanto, há um maior índice de quedas e acidentes em corridas na chuva.

Mesmo assim, alguns pilotos apresentam desempenho superior nessas condições.

Um exemplo é Marc Márquez, que corre pela Ducati Lenovo. Márquez é considerado um dos melhores na pista molhada e tem vitórias importantes em corridas na chuva, como Misano 2017, Sachsenring 2025 (sprint) e San Marino 2024.

Além dele, Johann Zarco, da equipe LCR Honda, também se destaca. No GP da França de 2025, Zarco largou na 17ª colocação e venceu a corrida debaixo de chuva, com uma vantagem de 20 segundos.

O único brasileiro do grid, Diogo Moreira, que correrá na mesma equipe de Zarco, pela LCR Honda, ainda não é considerado especialista em corridas molhadas, mas teve bom desempenho em testes sob chuva em Sepang e também possui histórico no motocross, o que indica que já sabe lidar com corridas com baixa aderência.


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