Mulher confessa ter jogado líquido quente em cachorro comunitário em Goiânia
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 17 de março de 2026 às 17:13 | Atualizado há 4 meses
Ataque a cachorro comunitário em Goiânia mobiliza autoridades e protetores de animais | Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Uma mulher de aproximadamente 65 anos, identificada como Cacilda Ferreira de Almeida, confessou à Polícia Civil ter jogado um líquido quente no cachorro Johnny, um vira-lata que costumava ficar na porta de sua residência. O crime ocorreu em Goiânia e gerou forte comoção entre moradores e protetores de animais.
O Estado de Saúde de Johnny
De acordo com os laudos periciais, Johnny sofreu queimaduras de 1º, 2º e 3º graus, atingindo cerca de 40% do seu corpo. O animal está internado em uma clínica veterinária, recebendo tratamento com antibióticos, curativos diários e acompanhamento clínico constante. Apesar da gravidade das lesões, veterinários consideram que seu quadro de saúde é estável, mas demandará um acompanhamento prolongado para recuperação total.
Histórico de Maus-Tratos
Segundo vizinhos e protetores de animais, o ataque não seria um caso isolado. Cacilda demonstrava aversão a cães na região e, de acordo com relatos antigos, chegou a chutar um cachorro idoso, que já faleceu, após o animal urinar em seu portão. O comportamento da suspeita é descrito como rotineiramente agressivo contra animais, e moradores afirmam que ela frequentemente reagia de forma violenta a cães que se aproximavam de sua residência.
Câmeras de segurança captaram o momento em que Johnny foge desesperado após o ataque com o líquido, reforçando a gravidade do crime. Testemunhas descreveram a substância usada como viscosa, com cheiro semelhante a óleo, mas a perícia ainda trabalha para identificar exatamente o líquido.
A Investigação e o Depoimento
O advogado de defesa de Cacilda afirmou que a cliente está abalada e arrependida, e destacou que ela não possuía “conhecimento técnico sobre a gravidade do ato”. A suspeita não compareceu ao depoimento agendado no Grupo de Proteção Animal (GPA) na manhã desta terça-feira (17), com a defesa alegando falta de segurança devido à repercussão pública do caso.
As autoridades confirmam que a investigação segue em andamento para apurar detalhes sobre a motivação e os métodos utilizados no ataque. A Polícia Civil analisa a possibilidade de outras denúncias anteriores contra a suspeita, considerando o histórico relatado por vizinhos e protetores de animais.