Internacional

Chefe de inteligência iraniano é morto em ataque atribuído a Israel

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 6 de abril de 2026 às 08:58 | Atualizado há 2 meses

Ataques aéreos em Teerã intensificam conflito e deixam mortos entre militares iranianos | Foto: TV Estatal do Irã
Ataques aéreos em Teerã intensificam conflito e deixam mortos entre militares iranianos | Foto: TV Estatal do Irã

O chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, foi morto na tarde deste domingo (05), confirmaram as autoridades iranianas.

Detalhes da morte do general não foram divulgados pela guarda, que confirmou somente que ele foi vítima de um ataque de Israel. A confirmação foi dada no canal do Telegram da Guarda Revolucionária hoje.

Militar foi morto durante ataques aéreos em Teerã, segundo as Forças de Defesa de Israel. Ao menos 25 pessoas morreram durante os bombardeios na capital iraniana, de acordo com agências de notícia locais.

Israel assumiu a responsabilidade pelo ataque e afirmou ter matado outro membro do alto escalão militar iraniano. Segundo as IDF, além de Khademi, Yazdan Mir, conhecido como Sardar Bagheri, também morreu no ataque de ontem. Ele era chefe de uma unidade da Guarda Revolucionária no Paquistão.

Khademi havia assumido o cargo em junho de 2025, quatro dias após a morte de seu antecessor. Ele substituiu Mohammad Kazemi, morto em um ataque israelense em 15 de junho.

A morte do chefe de inteligência ocorre menos de uma semana após outro líder militar iraniano ser morto. Alireza Tangsiri, apontado como responsável pelo fechamento do Estreito de Hormuz, também foi vítima de um ataque israelense.

O chefe de inteligência é mais um entre os líderes iranianos mortos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Entre as mortes confirmadas pelo país estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho de Segurança, Ali Larijani.

Ultimato dos Estados Unidos

Os ataques deste domingo (05) e desta segunda-feira (06) ocorrem pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dar um ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Hormuz.

O presidente norte-americano declarou que vai coordenar ataques contra a infraestrutura iraniana caso a rota não seja liberada até a próxima terça-feira (07).

O porta-voz da presidência do Irã reagiu duramente às declarações. Seyyed Mehdi Tabatabaei afirmou que Trump recorreu a obscenidades por desespero e raiva. “O estúpido desgraçado iniciou uma guerra em grande escala na região e ainda se vangloria disso”, disse.

Ao mesmo tempo, Irã e Omã discutem a reabertura “tranquila e segura” do Estreito de Hormuz. Após o ultimato, autoridades dos dois países se reuniram para avaliar alternativas para garantir o fluxo de embarcações.

O ministro das Relações Exteriores de Omã afirmou que cada nação apresentou “perspectivas e propostas” para assegurar a circulação marítima.

A ONU também criticou as ameaças feitas por Trump contra o Irã. A organização afirmou que o presidente busca arrastar a região para uma guerra prolongada e classificou a postura como uma incitação direta contra civis.

A entidade declarou que a fala indica intenção de cometer “crimes de guerra” e cobrou uma reação da comunidade internacional. Segundo o comunicado, todas as nações têm a obrigação legal de agir para prevenir tais crimes.

“Devem agir agora. Amanhã será tarde demais”, concluiu a organização. (UOL/FOLHAPRESS)


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