Cotidiano

Fieg e 35 sindicatos das indústrias de Goiás assinam manifesto contra mudanças na jornada de trabalho

Redação

Publicado em 9 de abril de 2026 às 15:50 | Atualizado há 2 meses

“Não podemos confundir escala com jornada. Isso pode penalizar quem gera empregos”, pontua
“Não podemos confundir escala com jornada. Isso pode penalizar quem gera empregos”, pontua

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), ao lado de 35 sindicatos industriais goianos, aderiu ao manifesto nacional coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que reúne mais de 400 entidades contrárias a propostas de redução da jornada de trabalho sem ajuste de produtividade.

O posicionamento conjunto destaca que a redução da carga horária semanal com manutenção salarial pode elevar significativamente os custos das empresas, com reflexos diretos sobre preços, investimentos e geração de empregos. As entidades defendem que qualquer alteração precisa ser baseada em dados técnicos.

O presidente da federação, André Rocha, afirma que a busca por equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é legítima, mas a redução da carga horária com manutenção de salários exige cautela. “Não podemos confundir escala com jornada. Isso pode penalizar quem gera empregos”, pontua.

André Rocha defende que a negociação coletiva é o caminho mais adequado para tratar do tema. “A legislação já permite que trabalhadores e empregadores construam soluções equilibradas por meio de acordos e convenções. Engessar esse processo pode enfraquecer o diálogo.”

O manifesto chama atenção para o risco de perda de competitividade do Brasil frente a outros países. O aumento de custos internos pode reduzir a presença da indústria nacional em mercados externos e dificultar a atração de novos investimentos.

Outro ponto destacado é que países que avançaram na redução da jornada o fizeram após longos ciclos de ganho de produtividade, com investimento em educação, tecnologia e inovação. Tentar antecipar esse processo sem as condições necessárias pode gerar efeitos adversos.

Foto: Divulgação


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