Restauração de museu histórico em Goiás preserva acervo de Veiga Valle
Redação Online
Publicado em 12 de abril de 2026 às 12:10 | Atualizado há 4 meses
A Secult concluiu a etapa de análise arquitetônica e iniciou a identificação detalhada dos danos
A Secretaria de Estado da Cultura de Goiás anunciou, neste domingo (12/04), a restauração do Museu de Arte Sacra da Boa Morte, reconhecido como o principal guardião das obras do artista José Joaquim da Veiga Valle. O espaço reúne mais de 900 peças religiosas de grande relevância histórica e cultural para o estado.
Construído em 1762, o edifício possui tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e também pelo governo estadual desde 1980. Levantamentos iniciais indicaram infiltrações, desgaste em elementos artísticos, danos em esquadrias de madeira e problemas estruturais no piso.
A Secult concluiu a etapa de análise arquitetônica e iniciou a identificação detalhada dos danos. O diagnóstico serviu de base para a elaboração do projeto de restauração, definição de custos e planejamento do processo de contratação das obras.
O museu abriga esculturas, objetos litúrgicos, pratarias e vestimentas religiosas. O acervo teve origem a partir da aquisição de peças por Dom Cândido e ganhou continuidade com Dom Abel Camelo, o que consolidou o espaço como referência na preservação da arte sacra goiana.
Responsável pelo museu, o padre Augusto Cézar Pereira ressaltou a relevância da iniciativa. Segundo ele, a preservação do patrimônio mantém viva a identidade cultural de Goiás, marcada por igrejas históricas e tradições religiosas.
Embora a administração esteja sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Museus desde 2009, o prédio e o acervo pertencem à Diocese de Goiás, o que reforça o caráter histórico e religioso da instituição.
Foto: Divulgação