Empresário ligado ao caso do cão Orelha morre após infarto
Giovanna Gonçalves - Estágio DM
Publicado em 13 de abril de 2026 às 15:48 | Atualizado há 3 meses
Tony Marcos de Souza era investigado por suposta coação de testemunha no caso | Foto: Arquivo Pessoal
A morte do empresário Tony Marcos de Souza, de 52 anos, foi confirmada pela família nesta segunda-feira (13). Ele era parente de um dos adolescentes envolvidos na morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), e havia sido indiciado por suposta coação de testemunha no caso.
Segundo o advogado da família, Tony morreu após sofrer um infarto na madrugada desta segunda-feira, na capital catarinense.
Indiciamento por coação
No caso Orelha, Tony foi acusado de supostamente praticar coação. Ele, que era tio de um dos adolescentes, e outros dois pais também foram indiciados pela Polícia Civil por suposta interferência no andamento das investigações.

De acordo com a apuração, eles teriam tentado compelir um vigilante de um condomínio a não divulgar uma foto que poderia contribuir com o caso.
Após o episódio, a suposta coação passou a ser investigada em um inquérito separado, e o indiciamento dos três ocorreu paralelamente à apuração sobre a morte do animal.
Investigação paralela e desdobramentos
A 32ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, especializada na Defesa do Meio Ambiente, declinou da atribuição para atuar no caso e solicitou a redistribuição do procedimento a uma Promotoria Criminal comum.
As investigações também indicam que os fatos envolvendo os adultos ocorreram dias após os maus-tratos ao animal. Além disso, foram registrados desentendimentos pessoais após a repercussão do caso nas redes sociais.