Torcedores do Vila Nova são identificados após suspeita de racismo contra jogador do Operário-PR
Redação Online
Publicado em 19 de abril de 2026 às 13:53 | Atualizado há 2 meses
Além do torcedor detido, jogadores e dirigentes do Operário também foram encaminhados para prestar esclarecimentos | Foto: Heber Gomes/AGIF
A Polícia Militar identificou dois torcedores do Vila Nova suspeitos de praticar injúria racial contra um atleta do Operário Ferroviário Esporte Clube, na noite de sábado (18/04). O caso ocorreu após a partida realizada no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia. Segundo o Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos, ambos foram qualificados, mas apenas um acabou levado à delegacia.
Além do torcedor detido, jogadores e dirigentes do Operário também foram encaminhados para prestar esclarecimentos. Entre eles, o presidente do clube, Álvaro Góes, que sofreu ferimentos durante a confusão. A ocorrência resultou em prisão em flagrante por injúria racial e lesão corporal, enquanto um atleta do time paranaense recebeu um Termo Circunstanciado de Ocorrência após envolvimento no tumulto.
O episódio ganhou proporções maiores após troca de agressões e arremesso de objetos. O zagueiro Jhan Torres lançou uma garrafa em direção à arquibancada, que atingiu o ex-dirigente vilanovense Geso de Oliveira. Em resposta, torcedores também arremessaram objetos no gramado e acertaram o presidente do Operário, que caiu após o impacto.
A situação só encontrou controle com a chegada rápida da Polícia Militar, que conteve os envolvidos e organizou a retirada das equipes do campo. O caso agora segue sob investigação, com foco na responsabilização dos autores e na análise das imagens registradas no estádio.
O episódio reforça o debate sobre racismo no futebol brasileiro e levanta questionamentos sobre segurança em eventos esportivos. As autoridades continuam o trabalho para identificar outros possíveis envolvidos e reunir provas que sustentem as medidas legais cabíveis.