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Kylie Jenner é processada por ex-funcionária que denuncia assédio e irregularidades trabalhistas

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 23 de abril de 2026 às 10:14 | Atualizado há 2 meses

A ação também cita salários incompletos e denúncias ignoradas. Até agora, Kylie não se manifestou | Foto: Reprodução/Instagram
A ação também cita salários incompletos e denúncias ignoradas. Até agora, Kylie não se manifestou | Foto: Reprodução/Instagram

Uma ex-funcionária acusa a empresária e influenciadora Kylie Jenner, 28, de manter um ambiente de trabalho marcado por assédio moral, discriminação e possíveis violações trabalhistas.

O processo foi aberto por Angelica Vasquez, que não teve a idade divulgada, e também envolve empresas como Kylie Jenner, Inc., Tri Star Services LLC, La Maison Family Services LLC, além de outros réus não identificados.

De acordo com documentos obtidos pela revista Us Weekly, Angelica começou a trabalhar em setembro de 2024 na casa de Kylie em Beverly Hills e, mais tarde, foi transferida para outra propriedade da empresária, em Hidden Hills, na Califórnia.

Na ação, ela afirma que passou a enfrentar “hostilidade e exclusão” por parte de colegas e relata ter sofrido “assédio moral grave e constante” durante o período em que atuou na segunda residência.

Segundo o relato, tarefas consideradas mais pesadas e menos desejadas eram frequentemente direcionadas a ela. Além disso, supervisores teriam o hábito de estalar os dedos para chamá-la, gritar com frequência e responsabilizá-la injustamente por erros, em situações descritas como “humilhante e degradante”.

Ex-funcionária acusa a empresária e influenciadora Kylie Jenner | Foto: Reprodução

A denúncia também aponta que Angelica foi obrigada a entregar seu celular para verificação e chegou a ser acusada de falar mal de outros funcionários.

“Essa conduta era constante e criou um ambiente de trabalho tóxico e abusivo”, afirma o texto da ação, que ainda menciona comentários discriminatórios recorrentes, incluindo críticas à sua condição de imigrante.

Descrita no processo como uma mulher de El Salvador e católica praticante, ela diz ter sido alvo de zombarias por causa do sotaque e tratada como “inferior”.

Antes de recorrer à Justiça, Angelica afirma que fez diversas reclamações internas, mas que foram “ignoradas, ridicularizadas ou minimizadas”.

A ação também questiona questões salariais, alegando que pagamentos, incluindo horas extras, não teriam sido feitos corretamente, além da falta de pausas adequadas para alimentação e descanso.

Ela pediu que o caso seja julgado por um júri, algo comum no sistema judicial dos Estados Unidos. No Brasil, processos trabalhistas costumam ser analisados sem a participação de jurados.

Até o momento, Kylie Jenner não comentou publicamente as acusações.


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