DM Saúde

Primeira hora de vida ganha atenção especial na Nascer Cidadão

Redação Online

Publicado em 23 de abril de 2026 às 15:21 | Atualizado há 6 meses

O choro do bebê, o primeiro contato e um colo que acolhe. Na Maternidade Nascer Cidadão, os primeiros minutos após o parto são conduzidos com atenção e sensibilidade. É a chamada primeira hora de vida, também conhecida como “hora de ouro”, um período decisivo para a saúde do recém-nascido e para o início do vínculo com a mãe.

Na unidade, essa prática é rotina. Assim que nasce, o bebê é colocado junto ao corpo da mãe, em contato direto com a pele. Mais do que um gesto simbólico, essa conduta, conhecida como contato pele a pele, auxilia de forma eficaz na manutenção da temperatura do recém-nascido, além de contribuir para a estabilidade dos sinais vitais e favorecer a adaptação fora do útero.

Enquanto esse encontro acontece, a equipe acompanha cada detalhe. São realizadas as primeiras avaliações clínicas e a identificação segura do bebê, tudo de forma integrada ao acolhimento da mãe.

A amamentação também começa cedo e já conta com o apoio da equipe, que auxilia nesse primeiro momento. O início do aleitamento ainda na primeira hora de vida estimula a liberação de ocitocina, hormônio que ajuda na contração uterina e contribui para a prevenção de hemorragias no pós-parto, além de fortalecer o vínculo entre mãe e bebê.

Para a enfermeira obstétrica Jéssica Flausino, esse cuidado logo no começo faz toda a diferença. “É um momento único. A gente respeita o tempo da mãe, orienta com calma e garante que esse primeiro contato aconteça da forma mais tranquila possível. Isso fortalece o vínculo e traz mais segurança para os dois desde o início”, afirmou.

Joelma Sousa Martins, 19 anos, mãe da pequena Jade Cecília, teve parto normal na unidade e comentou o acolhimento da equipe durante todo o processo. “As enfermeiras e o médico que me acompanharam foram muito atenciosos. Teve um momento em que eu quis desistir, achei que não ia conseguir, mas eles tiveram muita paciência e ficaram me dando força, dizendo que eu era forte e que ia conseguir. E, graças a Deus, eu consegui. Quando minha filha nasceu, cada um veio me abraçar. Eu me senti muito acolhida”, contou.

Ela também relembra o momento logo após o nascimento da filha. “Na primeira hora, colocaram minha bebê em contato comigo e ela já mamou. Eu ainda estava cansada, sem muita força, e a enfermeira me ajudou, segurou meu braço e me deu esse primeiro contato com ela. Eu achei muito boa a experiência aqui, graças a Deus”, completou.

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