Polícia apura novos casos e amplia investigação contra ginecologista preso em Goiás
Redação Online
Publicado em 26 de abril de 2026 às 12:02 | Atualizado há 2 meses
A audiência de custódia ocorreu na sexta-feira (24/04) e resultou na manutenção da prisão preventiva
A Polícia Civil de Goiás intensificou as apurações para identificar possíveis novas vítimas do ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, preso sob suspeita de crimes sexuais durante atendimentos. Até agora, 23 mulheres formalizaram denúncias, com idades entre 18 e 45 anos, de pacientes em primeira consulta e até gestante.
A audiência de custódia ocorreu na sexta-feira (24/04) e resultou na manutenção da prisão preventiva. Conforme os investigadores, há relatos de episódios desde 2017. A polícia considera a possibilidade de um número maior de vítimas, ainda não identificadas.
A Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher reforçou o apelo para que outras mulheres procurem a unidade policial. A orientação destaca a importância da denúncia para interromper ciclos de violência e ampliar o alcance das investigações.
De acordo com a apuração, o suspeito utilizava a posição de médico para explorar a vulnerabilidade das pacientes. Relatos indicam toques indevidos, ausência de luvas em determinados momentos, além de perguntas invasivas e comentários inadequados durante exames.
A polícia enquadrou os casos como estupro de vulnerável, ao considerar o contexto de fragilidade física e emocional das pacientes em consultas ginecológicas. A relação de confiança com o profissional dificultava qualquer reação imediata.
A defesa do médico afirmou que a prisão preventiva não se justifica e argumentou que medidas cautelares seriam suficientes. Também destacou a reputação profissional do investigado e sustentou expectativa de absolvição, ao citar decisão favorável em processo anterior.
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