Política

Técnica de enfermagem acusa Magno Malta de agressão em hospital de Brasília

Léo Carvalho

Publicado em 2 de maio de 2026 às 18:53 | Atualizado há 2 meses

Malta nega agressão a técnica de enfermagem e afirma que reação ocorreu por dor durante procedimento | Foto: Geraldo Magela
Malta nega agressão a técnica de enfermagem e afirma que reação ocorreu por dor durante procedimento | Foto: Geraldo Magela

Uma técnica de enfermagem acusou o senador Magno Malta (PL-ES) de agredi-la durante a realização de um procedimento médico, na quinta-feira (30), no Hospital DF Star.

A profissional, de 27 anos, registrou boletim de ocorrência e afirmou que levou um tapa no rosto, além de ter sido ofendida verbalmente. O senador nega as acusações. Segundo ele, houve apenas uma reação ao sofrimento físico causado por um erro no procedimento, sem agressão.

Malta está internado após um mal súbito e passou por uma angiotomografia de tórax e coronariana, exame de imagem não invasivo. O hospital é o mesmo onde está internado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se recupera de cirurgia no ombro.

De acordo com o relato da técnica à Polícia Civil do Distrito Federal, a bomba responsável pela injeção de contraste falhou, provocando extravasamento do líquido no braço do senador. Ao tentar realizar compressão no local, ela afirma que foi agredida.

“A vítima informou ao agressor que precisaria fazer uma compressão em seu braço, oportunidade em que ele se levantou do tomógrafo e, quando a vítima se aproximou para ajudá-lo, desferiu um tapa forte no rosto”, diz trecho do boletim.

A profissional declarou que deixou a sala imediatamente, acionou outros membros da equipe e afirmou que o atendimento foi recusado por Malta. Segundo o registro, ela ficou com o rosto dolorido e vermelho e aponta a existência de testemunha.

O boletim também menciona ofensas verbais. A técnica relatou ter sido chamada de “incompetente” e “imunda” e disse temer reencontrar o senador.

Em nota, Malta afirmou que “sentindo dores intensas, reagiu ao sofrimento físico e não à pessoa da técnica”, acrescentando que não houve qualquer agressão física ou ofensa, apenas manifestações decorrentes da dor.

O senador sustenta que a denúncia tem “propósito de autoproteção frente ao erro técnico” e afirma que a conduta descrita não tem respaldo em provas, enquanto o erro estaria documentado no prontuário.

O hospital informou que abriu apuração administrativa e que presta suporte à funcionária. A unidade também se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.

Neste sábado (2), Malta disse que também registrou boletim de ocorrência, negando agressão e pedindo investigação. No relato, afirma que apresentou reação compatível com dor aguda, sem prática de violência.

O senador solicitou a preservação de imagens das câmeras de segurança, oitiva da equipe médica e realização de exames periciais, incluindo corpo de delito. A defesa avalia ainda medidas judiciais, como pedido de indenização por danos morais e ação por falsa comunicação de crime, além de eventual representação no Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF).

Magno Malta tem 68 anos e está no terceiro mandato como senador, tendo sido eleito em 2002, reeleito em 2010 e novamente em 2022.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia