Adolescentes são encontradas nuas e dopadas em casa invadida em Anápolis (GO)
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 4 de maio de 2026 às 14:07 | Atualizado há 2 meses
No imóvel, dois rapazes de 19 anos também foram abordados e acabaram presos em flagrante | Foto: Reprodução
A Polícia Militar de Anápolis resgatou, no último sábado (2), três adolescentes, de 14 e 15 anos, encontradas em estado de letargia, caracterizado por sonolência profunda, dentro de uma residência desocupada no setor Jardim Primavera. As jovens estavam sem roupas no momento em que foram localizadas. No imóvel, dois rapazes de 19 anos também foram abordados e acabaram presos em flagrante.
Com os suspeitos, os policiais apreenderam medicamentos de uso controlado e comprimidos de tadalafila, substância associada ao estímulo sexual. A situação veio à tona depois que o proprietário do imóvel identificou sinais de invasão, como colchões e mochilas espalhados pelos cômodos, e acionou a polícia.
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De acordo com a delegada Aline Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, o grupo teria ocupado a residência após as adolescentes supostamente deixarem suas casas.
Versões divergem sobre o que ocorreu no imóvel
Um dos detidos é irmão de duas das adolescentes. Em depoimento, ele afirmou que apenas acolhia as irmãs e uma amiga após as jovens terem sido expulsas de casa. O rapaz também alegou que as menores consumiram os medicamentos controlados sem o seu consentimento.
A versão, no entanto, foi contestada por uma das vítimas. Ao Conselho Tutelar, a adolescente declarou que tomou a substância por orientação do próprio irmão, contradição que reforça as suspeitas investigadas pela polícia.
Os dois suspeitos negam qualquer prática de abuso sexual. Ainda assim, as condições em que as adolescentes foram encontradas, somadas aos materiais apreendidos, levaram as autoridades a intensificar a apuração do caso. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) deve ouvir os envolvidos, além de familiares e testemunhas, para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
“Precisamos ouvir todos os envolvidos, familiares e testemunhas para entender a dinâmica exata do ocorrido”, afirmou a delegada Aline Lopes.
As três adolescentes foram encaminhadas aos órgãos de proteção à criança e ao adolescente para receber o suporte necessário. Os dois detidos seguiram para a Central de Flagrantes.