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Duda Beat traz “Tara & Delírio” ao 31° Goiânia Noise Festival

Redação Online

Publicado em 6 de maio de 2026 às 14:55 | Atualizado há 2 meses

Artista deixa de lado sofrência em turnê que chega à capital - Foto: Gabriela Schmidt/Divulgação
Artista deixa de lado sofrência em turnê que chega à capital - Foto: Gabriela Schmidt/Divulgação

Marcus Vinícius Beck

A pernambucana Duda Beat, 38, fecha a primeira noite do 31° Goiânia Noise Festival. Com o show previsto para amanhã, às 23h, a artista leva ao palco do Oscar Niemeyer suas crônicas loucas do amor contemporâneo. Ela vem devagar, de mansinho, com aquela “Tara e Tal”.

Chega quente, dançando. Ué, você pensa, regressamos à era clubber? De repente, Eduarda Bittencourt, a nossa Duda, lembra que se apegou às suas bédi beats. No estalo da desilusão amorosa, a bad bateu: “Veio como um click.” Chorando, via a água escorrer pelo corpo.

Mas é bom explicar que tudo isso faz parte da “Tara & Delírio”, turnê sensorial e luminosa na qual Duda modula a intensidade emocional. Jogue-se na pista. Comece a achar que, por que não?, vale dar no pé e, ao dar um pinote na razão (bêbado, talvez), voltará aos anos 90.

Não sei o que me deu, Duda. Pode ser a tua música, pode ser a tua voz em meu ouvido, pode ser o desejo de me afogar essa noite. Sou pouco original, desculpa. É que, sim, sentindo, eu tô contigo, digo, fecho meus olhos e vem o “Teu Beijo”. Não tenho escolha.

Só aumento o som: “Quero te pegar/ Hoje eu quero te agarrar/ Na tua boca, eu vou grudar/ Hoje eu quero me molhar no desespero do teu beijo.” Sassarico legal, enquanto dedografo estas notas líricas e sonoras: “E essa noite eu quero me afogar no desespero do teu beijo.”

Um ouvido desatento — talvez seja o caso deste cronista desligado — estranha tudo. Claro, Duda surgiu na música atarantada, expurgava o desamor, como em seus primeiros discos, “Sinto muito”, de 2018, e “Te amo lá fora”, 2021. Não estranhe: dê uma chance a “Tara e Tal”.

Com a palavra, Duda Beat: “É um álbum que vai acompanhar a pessoa do momento que ela tá trocando de roupa para sair até o momento em que ela volta para casa.” Boa entrevista à Rolling Stone, diria eu até mesmo pedagógica. Há uma voz assertiva, madura, embora leve.

Em “Tara e Tal”, a cantora fala sobre amor — é um parque de diversão para as sensações. Traduzir isso em canções exige uma certa sutileza estética. Duda não se limitar à sofrência. Duda, ah, Duda quer frio na espinha, navegar em mares desejados, ir-e-voltar na correnteza.

Ademais, o que está em jogo é simples: as duas faces de ser mulher, a vulnerabilidade e o empoderamento. Tudo isso vai para o palco do Oscar Niemeyer com luz e, segundo ela, uns 30% daquela fossa pop que a consagrou. Espere, portanto, um tour pela discografia dela.

Além de Duda, o Goiânia Noise traz outras atrações. Os shows se iniciam amanhã às 19h30, com Abajur Always On, e seguem com Sheena Ye, Brunno Veiga, Synx e Salma Jô. Na reta final da noite, antes da cantora pernambucana, sobe ao palco Maduli, às 22h10.


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