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Polícia pede prisão de empresária suspeita de torturar doméstica no Maranhão

Léo Carvalho

Publicado em 7 de maio de 2026 às 10:33 | Atualizado há 2 meses

Polícia Civil do Maranhão investiga empresária suspeita de agredir e torturar trabalhadora doméstica em Paço do Lumiar | Foto: Reprodução/Redes sociais
Polícia Civil do Maranhão investiga empresária suspeita de agredir e torturar trabalhadora doméstica em Paço do Lumiar | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil do Maranhão pediu a prisão da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de torturar uma trabalhadora doméstica dentro de casa, na Grande São Luís.

O pedido de prisão preventiva de Carolina foi feito na noite de ontem pelo delegado Walter Wanderley. O UOL buscou o Tribunal de Justiça do Maranhão para saber se o pedido foi aceito e aguarda retorno sobre o assunto.

No entendimento da polícia, a mulher cometeu tentativa de homicídio qualificado. Um segundo suspeito, que teria usado uma arma para ameaçar a vítima, também é investigado.

De acordo com o delegado, policiais procuraram Carolina na casa dela, mas não encontraram ninguém no local ontem. A advogada responsável pela defesa da mulher negou que ela estivesse foragida e disse, na tarde de ontem, que a empresária não foi convocada para ir até a delegacia.

A empresária reconhece que cometeu “alguns excessos”, segundo a advogada. Na noite de ontem, a criminalista Nathaly Moraes afirmou que a suspeita não está foragida e que ambos se colocaram à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos legais.

“Ela não está se eximindo da responsabilidade de responder civil e criminalmente pelos danos que possa ter cometido”, disse a defesa.

Carolina Sthela Ferreira é suspeita de espancar uma trabalhadora doméstica de 19 anos dentro da própria casa. Segundo o boletim de ocorrência, ela desconfiou que a mulher roubou um anel e chamou um amigo armado para ameaçar a vítima.

O caso aconteceu em 17 de abril em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís. Vítima e testemunha foram ouvidas, informou a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão em nota enviada ao UOL ontem (06/05).

Após o crime, Carolina enviou áudios contando como planejou e executou a tortura da vítima. A veracidade do áudio foi confirmada à TV Difusora pelo delegado Walter Wanderley, que disse que usou algumas das falas da suspeita como motivação para o pedido de prisão preventiva.

“Ela [a vítima] disse que foi chamada pela patroa para limpar a cozinha porque a patroa ia receber uma visita. A visita foi um conhecido com um revólver em punho, que deu uma coronhada nela”, disse Walter Wanderley, delegado responsável pelo caso, à TV Record.

Exame de corpo de delito da vítima confirmou a agressão, segundo a polícia. A vítima disse que acertou um serviço na casa da suspeita por um mês, para fazer o enxoval do bebê.


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