Daphne Bozaski celebra Dia das Mães após maratona entre Rio e SP
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 8 de maio de 2026 às 10:44 | Atualizado há 2 meses
Daphne Bozaski comemora mais tempo ao lado do filho após fim das gravações de “Três Graças” | Foto: Arquivo pessoal
De segunda a sexta, a rotina da atriz Daphne Bozaski, 33, estava insana. Isso porque a intérprete da vilã Lucélia, de Três Graças, vivia na ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo para conseguir conciliar o trabalho em terras cariocas com a volta para casa, na capital paulista.
Agora, com o fim das gravações da trama de Aguinaldo Silva, ela consegue passar mais tempo ao lado do marido, o chef de cozinha Gustavo Araújo, e do filho, Caetano, 7. O Dia das Mães ao lado do rebento, comemora a atriz, está garantido.
“Ficava indo e voltando, ou quando dava, levava eles comigo. Mas o Caetano tem escola em São Paulo, a rotina dele, e não gosto de mexer. Meu marido me dá muito suporte nos momentos em que preciso estar fora. Desde que começamos a namorar, a gente se divide e se entende nessa troca”, comenta a atriz, que viu a vida se transformar completamente após a chegada do menino.
“Ter um filho muda a maneira de ver o mundo, não estamos mais sozinhos. Eu passei a pensar mais coletivamente, pois tem um carinha que depende de você. O que mais aprendi sendo mãe é a responsabilidade de educar. As crianças têm o poder de mudar a humanidade”, destaca.
Maternidade e apoio familiar
Apesar da rotina atribulada, Daphne conta que sempre que encerra um trabalho usa um tempo para exercer a “maternidade exagerada”.
“Procuro mergulhar muito na nossa relação. Ele tinha só seis meses quando eu gravei a primeira temporada de As Five [Globoplay]. Claro que há saudade, mas mostro a ele que a mamãe está feliz e ele vai entendendo a dimensão do que eu faço.”
Esse entendimento vem muito da infância da própria atriz. Única filha de uma mãe solo, ela não teve o pai presente. Por isso, ela conta que desde sempre compreendeu a importância de ter uma família estruturada.
“Minha mãe batalhou para me dar educação e me preparar para o mundo, e isso me fez ir atrás dos meus sonhos. Quando fui mãe, sabia que eu não iria precisar desistir, pois tenho um parceiro do meu lado que divide e me apoia”, reflete a atriz, que tem um restaurante com Gustavo na capital paulista.
Justamente pela correria da vida que Daphne não pensa, até o momento, em aumentar a família — apesar de isso já ter sido um desejo. Já sobre as possíveis pretensões de Caetano de ser ator ou chef de cozinha igual aos pais no futuro, ela afirma que vai deixar o menino decidir, sem pressão.
“O que tento proporcionar a ele é um contato com máximo de experimentações. O Caetano, certa vez, falou que queria ser vendedor de carro. Comentei isso com o Murilo Benício e ele sugeriu que eu o levasse a uma concessionária com aqueles carrões. Mas não sei: eu queria ser bailarina clássica na infância e olha o que eu sou hoje”, emenda.
Final de Lucélia em “Três Graças”
A novela Três Graças terminará no próximo dia 15, e nos últimos capítulos, segundo circula nas redes sociais, a vilã Lucélia deverá ser atropelada e morrer. Sem dar spoilers, Daphne diz que já gravou as cenas finais de sua personagem e que gostou do resultado. Para ela, não haveria um desfecho melhor.
“Como ela fez muito mal, matou os pais, algo imperdoável, não tem como ela ter uma redenção, não dá para passar pano”, avalia. “Racismo, preconceito, o que ela trouxe foi muito pesado. Vai ter um final com consequências. Me sinto feliz com as viradas dela. Me emocionei nesse fim.”
Ao longo dos últimos meses, o papel foi crescendo, e o público viu Lucélia pegar em armas, se envolver com traficantes e dominar o fictício morro do Chacrinha.
“Quando recebi o roteiro, vi que tinha um norte, mas obra aberta é isso, difícil saber para onde vai. Foi uma surpresa boa: ela é meio psicopata, narcisista e explorou lugares que eu ainda não havia habitado.”
A atriz afirma que “é ótimo ser odiada”, mas que o público acabou gostando de Lucélia.
“A personagem quis criar o caos, e quando vi a repercussão, percebi que estava no caminho certo.” (Leonardo Volpato/FOLHAPRESS)