“Mulheres Estupráveis”: alunos de Direito da UFMT viram alvo de investigação
DM Redação
Publicado em 9 de maio de 2026 às 15:39 | Atualizado há 2 meses
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu investigação contra estudantes do curso de Direito após a circulação de mensagens com teor misógino e referências à violência sexual contra mulheres da instituição. O caso ganhou repercussão nacional depois que prints de conversas atribuídas a alunos passaram a circular nas redes sociais.
Nas mensagens, os participantes criavam uma espécie de “ranking” ofensivo envolvendo estudantes mulheres, utilizando termos que faziam alusão a estupro e violência sexual. O conteúdo provocou indignação entre alunos, professores e entidades ligadas aos direitos das mulheres.
A UFMT informou que instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta dos envolvidos. Em nota, a universidade afirmou repudiar manifestações de misoginia, violência de gênero e qualquer prática que viole a dignidade humana dentro do ambiente acadêmico.
A repercussão do caso levou estudantes a organizarem manifestações no campus em defesa das vítimas e contra a cultura de violência de gênero nas universidades. Coletivos estudantis cobraram punição rigorosa e políticas permanentes de proteção às mulheres.
A subseção mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil também se pronunciou. A entidade classificou o episódio como incompatível com os princípios éticos da formação jurídica e defendeu responsabilização exemplar dos autores das mensagens.
Após a abertura das investigações, a universidade determinou o afastamento preventivo de um dos estudantes apontados como participante do grupo, enquanto o processo segue em andamento.