Brasil

Unilever denunciou possível contaminação em produtos da Ypê meses antes de suspensão da Anvisa

Redação Online

Publicado em 14 de maio de 2026 às 12:30 | Atualizado há 2 meses

A Unilever, multinacional responsável por marcas como Omo e Cif, denunciou à Anvisa uma possível contaminação microbiológica em produtos da Ypê meses antes da suspensão determinada pela agência reguladora. A informação foi revelada após documentos enviados à Anvisa e à Secretaria Nacional do Consumidor virem à tona.

Segundo os documentos, a denúncia inicial foi protocolada em outubro de 2025. A empresa afirmou ter identificado a bactéria Pseudomonas aeruginosa/paraaeruginosa em quatro lotes da linha Tixan Ypê Express após análises laboratoriais. Os produtos investigados incluíam versões “Cuida das Roupas” e “Combate Mau Odor”, com validade até junho de 2027.

A multinacional alegou às autoridades que os produtos apresentavam “desvio microbiológico relevante” e risco potencial à saúde dos consumidores. A denúncia também mencionava suspeitas de um possível recolhimento silencioso de unidades no mercado, o que teria motivado novas análises laboratoriais.

Meses depois, em março de 2026, uma nova comunicação foi enviada às autoridades apontando suposta contaminação em outros lotes de produtos da linha Ypê. Entre os itens citados estavam versões de lava-roupas, detergentes e produtos da linha Power Act. Os relatórios também indicaram a presença de outras bactérias, como Klebsiella pneumoniae e Acinetobacter baumannii.

Após as denúncias, a Anvisa realizou inspeções na fábrica da Química Amparo, fabricante da Ypê, em Amparo (SP). A fiscalização encontrou dezenas de irregularidades relacionadas ao controle microbiológico e à qualidade da produção. Com isso, a agência determinou a suspensão da fabricação e comercialização de produtos líquidos produzidos na unidade.

Em nota, a Unilever afirmou que realiza testes periódicos em produtos próprios e também em marcas concorrentes como prática comum do setor, e disse que qualquer decisão sobre medidas sanitárias cabe exclusivamente às autoridades competentes.


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