Maldivas concluem resgate de corpos de mergulhadores italianos
DM Online
Publicado em 18 de maio de 2026 às 10:00 | Atualizado há 3 semanas
As autoridades das Maldivas anunciaram nesta segunda-feira (18) a localização e o resgate dos corpos de mergulhadores italianos que desapareceram durante uma expedição em cavernas submarinas no atol de Vaavu, em um acidente considerado o mais grave da história recente do mergulho no arquipélago.
O grupo participava de uma exploração subaquática realizada na última quinta-feira (14), quando cinco mergulhadores experientes entraram em uma caverna a cerca de 50 metros de profundidade — muito além do limite permitido para mergulho recreativo nas Maldivas, que é de 30 metros.
As vítimas identificadas são Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova; sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica; Muriel Oddenino, pesquisadora italiana; e Federico Gualtieri, recém-formado em Biologia Marinha. O corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti já havia sido recuperado anteriormente, na sexta-feira (15).
A operação de resgate mobilizou Guarda Costeira, polícia local e especialistas internacionais em mergulho de caverna. Três mergulhadores finlandeses da organização DAN Europa viajaram às Maldivas para auxiliar na missão, considerada extremamente arriscada devido às fortes correntes, à escuridão total e às passagens estreitas dentro da caverna submarina.
Durante as buscas, um integrante das forças de defesa das Maldivas, o sargento Mohamed Mahudhee, morreu após sofrer complicações relacionadas à descompressão enquanto participava da operação. A morte do militar aumentou ainda mais a comoção em torno da tragédia.
As autoridades locais abriram investigação para apurar as causas do acidente. Entre as hipóteses analisadas estão desorientação dentro da caverna, problemas técnicos com os cilindros de oxigênio e falhas no planejamento da expedição. Investigadores também avaliam se o grupo possuía autorização oficial para realizar mergulhos em profundidades superiores às permitidas pela legislação local.
Segundo relatos de participantes da expedição, os mergulhadores eram altamente experientes e participavam de uma missão ligada a pesquisas científicas marinhas. Ainda assim, especialistas afirmam que a profundidade extrema e o ambiente fechado da caverna tornaram a operação especialmente perigosa, mesmo para profissionais treinados.