Corpos de mergulhadores italianos são retirados de caverna nas Maldivas após tragédia subaquática
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 19 de maio de 2026 às 10:57 | Atualizado há 1 mês
Equipes enfrentaram fortes correntes e escuridão total durante missão de recuperação | Foto: reprodução
As autoridades das Maldivas recuperaram os corpos de dois mergulhadores italianos mortos em uma caverna subaquática, enquanto as buscas pelos outros integrantes do grupo seguem em andamento.
O acidente aconteceu após cinco mergulhadores entrarem na caverna na última semana durante uma expedição a bordo do navio Duke of York. Um dos corpos já havia sido localizado anteriormente, próximo à entrada da formação marinha.
Segundo o porta-voz do governo local, Mohamed Hussain Shareef, os corpos encontrados nesta terça-feira pertencem a um homem e uma mulher que estavam na terceira câmara da caverna, considerada uma das áreas mais profundas do local.
A estrutura submersa chega a cerca de 70 metros abaixo da superfície e possui aproximadamente 200 metros de extensão. De acordo com as autoridades, o limite permitido para mergulho recreativo nas Maldivas é de 30 metros.

Entre as vítimas estão o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, a professora e pesquisadora Monica Montefalcone, a filha dela, Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri e a pesquisadora Muriel Oddenino.
As equipes relataram condições extremas na operação, incluindo correntes marítimas imprevisíveis, passagens estreitas e escuridão total dentro da caverna. Cada mergulho de recuperação durou cerca de três horas por conta da necessidade de oxigênio e descompressão.
A missão também terminou em tragédia para um militar das Maldivas. O sargento Mohamed Mahudhee morreu durante uma tentativa de resgate no sábado (16), possivelmente vítima de doença descompressiva.
Especialistas apontam que fatores como profundidade, narcose causada pelo mergulho e o lodo dentro da caverna podem ter dificultado a orientação do grupo e comprometido a saída do local.