Rússia envia munições nucleares para Belarus e amplia demonstração de força militar
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 21 de maio de 2026 às 11:23 | Atualizado há 2 meses
A movimentação acontece em meio ao aumento das tensões com países da Otan | Foto: Reprodução
A Rússia aumentou o tom nas demonstrações militares nesta quinta-feira (21) ao anunciar o envio de munições nucleares para bases de campanha em Belarus, aliado estratégico de Moscou. A movimentação acontece em meio à escalada das tensões entre o Kremlin e países europeus da Otan por causa da guerra na Ucrânia e da atividade de drones na região do Mar Báltico.
Segundo o Ministério da Defesa russo, os armamentos foram direcionados para unidades ligadas ao sistema de mísseis Iskander-M durante exercícios militares conjuntos realizados entre Rússia e Belarus. As operações simulam respostas em caso de agressão externa e fazem parte de uma das maiores mobilizações nucleares promovidas pelo país nos últimos anos.

Os treinamentos envolvem cerca de 64 mil militares, além das Forças de Mísseis Estratégicos, aviação de longo alcance e as frotas do Norte e do Pacífico. Durante as atividades, Moscou também exibiu parte do seu arsenal estratégico, incluindo submarinos nucleares da classe Borei, caças MiG-31 equipados com mísseis hipersônicos Kinzhal e sistemas balísticos intercontinentais RS-24 Yars.
Embora os exercícios geralmente utilizem ogivas simuladas, a ação reforça o discurso do presidente Vladimir Putin sobre o poderio nuclear russo em meio ao conflito na Ucrânia. O Kremlin afirma enfrentar uma ameaça direta do Ocidente, enquanto líderes europeus classificam as demonstrações como intimidação militar.
A tensão também aumentou nos países bálticos. Moscou acusou integrantes da Otan de permitirem o uso de seus territórios para ataques de drones ucranianos contra regiões russas. As acusações foram negadas pela aliança militar.
Outro ponto de atrito envolve Kaliningrado, enclave russo localizado entre Polônia e Lituânia. O governo russo reagiu duramente após declarações do chanceler lituano Kestutis Budrys, que defendeu uma postura mais firme da Otan na região.