Deolane escreve carta na prisão e nega envolvimento com crime organizado
DM Redação
Publicado em 26 de maio de 2026 às 13:12 | Atualizado há 2 meses
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra divulgou uma carta escrita à mão na qual afirma ser vítima de perseguição judicial e midiática. No texto, ela nega envolvimento com organização criminosa, contesta informações divulgadas sobre o processo em que é investigada e afirma que sua prisão estaria relacionada ao recebimento de R$ 24,5 mil em honorários advocatícios.
Na carta, Deolane afirma que “nunca fez parte do crime organizado” e diz que sua prisão ocorreu sem que tivesse a oportunidade de apresentar esclarecimentos às autoridades. A influenciadora relata ainda ter sido acordada “com um fuzil apontado para o rosto” durante a operação policial que levou à sua prisão.
“Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de quatro anos”, escreveu.
A influenciadora também rebate informações divulgadas sobre seu patrimônio e nega possuir dezenas de empresas registradas em seu nome. Segundo ela, a informação de que teria 37 empresas seria “uma mentira que se tornou verdade de tanto ser repetida”.
Em outro trecho, Deolane afirma que os valores mencionados na investigação seriam referentes a honorários recebidos quando atuava como advogada. “Estou presa pela quantia de R$ 24.500, valor de honorários que recebi na época como advogada”, escreveu.



A empresária diz ainda que o valor citado teria sido depositado por uma transportadora mencionada no inquérito e afirma que a própria informação estaria registrada nos autos da investigação. Na carta, ela cobra o direito de ser ouvida pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Deolane também faz referência ao período em que passou a ser associada a investigações policiais após a morte de MC Kevin, ocorrida em 2021. Segundo ela, desde então passou a ser alvo de reportagens com “tons ameaçadores”.
Ao longo do texto, a influenciadora afirma ter recusado propostas para manter “princípios e ética” e reforça que construiu sua trajetória profissional “pelo próprio suor”. “Não sou e nunca fui bandida. Sou mãe, sou empresária, sou advogada”, declarou.
Até o momento, as autoridades responsáveis pela investigação não se manifestaram sobre o conteúdo do documento.