Cotidiano

Projeto “Mãos que Vibram” promove capacitação sobre disartria e doença de Parkinson

Redação Online

Publicado em 29 de maio de 2026 às 11:17 | Atualizado há 3 semanas

Texto por: Ingrid Costa

Na manhã de sábado (16), ocorreu o treinamento com a fonoaudióloga Dra. Maria Abadia Vasconcelos, que ministrou uma capacitação profissional sobre avaliação da disartria, respiração, fonação e articulação. A ação faz parte do projeto “Mãos que Vibram” e contou com a participação de professores do Centro Universitário Araguaia (UniAraguaia); de Therezinha de Melo, representante da Associação de Parkinson-GO e do professor Doutor Adriano Oliveira de Andrade, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

O objetivo do treinamento foi capacitar profissionais sobre as alterações motoras da fala, especialmente a disartria, promovendo compreensão acerca de seus impactos funcionais, emocionais e sociais na vida do paciente. Além disso, a iniciativa busca preparar profissionais e estudantes para a identificação precoce dos sinais, avaliação clínica e possibilidades de tratamento mais eficientes, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

A disartria é um distúrbio motor da fala causado por alterações neurológicas que comprometem o controle dos músculos responsáveis pela comunicação oral, como língua, lábios, pregas vocais e musculatura respiratória. Os impactos podem afetar a comunicação do indivíduo de forma ampla, desde as relações familiares até a vida profissional. Em casos mais severos, a condição também pode atingir a saúde mental do paciente, levando ao isolamento social.

A condição também está associada à doença de Parkinson, sendo comum a presença de alterações na fala e na respiração desses pacientes. Os sintomas podem ser observados desde os estágios iniciais, incluindo redução da intensidade vocal, voz fraca ou rouca e dificuldades na coordenação respiratória durante a fala.

De acordo com a Dra. Maria Abadia, mestra em fonoaudiologia clínica, o tratamento deve ser realizado por profissionais fonoaudiólogos capacitados para observar e conduzir corretamente cada caso, com foco na melhora da intensidade vocal, articulação da fala e coordenação respiratória.

“O acompanhamento profissional é fundamental, pois a disartria impacta não apenas a comunicação, mas também aspectos emocionais e sociais do paciente. Com acompanhamento adequado, exercícios vocais, técnicas respiratórias e treinos articulatórios, é possível promover mais autonomia, qualidade de vida e bem-estar aos pacientes.”, finalizou a Doutora.

Os conhecimentos adquiridos durante o treinamento são importantes para a atualização e capacitação dos participantes, de acordo com os temas abordados. Para os envolvidos, o conteúdo pode ser aplicado tanto no projeto “Mãos que Vibram” quanto em outras pesquisas, além de contribuir para a prática didática e profissional no dia a dia.

“No caso de pacientes com Parkinson, foi abordado como a disartria atua nesses indivíduos, afetando desde o tom da voz — que costuma ser mais fraco — até a deglutição e a respiração. Para o projeto, é fundamental promover novos treinamentos e capacitações, a fim de garantir uma atuação adequada nesses casos, desde a identificação dos sinais até o encaminhamento para um profissional devidamente habilitado”, destacou o professor doutor Adriano Oliveira de Andrade, que conduz o projeto junto aos seus alunos na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

 

 

 

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