DM Saúde

Método Canguru fortalece cuidado humanizado na UCIN da Maternidade Célia Câmara

Redação Online

Publicado em 5 de junho de 2026 às 12:32 | Atualizado há 12 horas

No Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC), o cuidado com recém-nascidos prematuros ou de baixo peso tem no contato pele a pele, o chamado “colo terapêutico”, uma das principais tecnologias de humanização.

Na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCIN), a equipe reforça diariamente a Política de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido, por meio do Método Canguru, conduzido pela fisioterapeuta neonatal Carolina Jesus.

Segundo a fisioterapeuta, o modelo amplia a visão tradicional do cuidado neonatal, integrando diferentes etapas da rede de atenção à saúde. “Hoje, trabalhamos uma linha de cuidado contínua, que envolve o pré-natal na Atenção Básica, a assistência hospitalar e o acompanhamento após a alta, com apoio da rede de saúde”, explica.

Ela acrescenta que o Método Canguru é dividido em três etapas complementares: o início ainda na UTI Neonatal, quando o bebê atinge estabilidade clínica; a continuidade na UCIN, com incentivo ao aleitamento materno e ao cuidado compartilhado; e o acompanhamento após a alta, realizado em casa com apoio da rede básica de saúde.

Na UCIN, esse cuidado se materializa em pilares aplicados diariamente pela equipe multiprofissional: acolhimento ao bebê e à família, respeito às individualidades, estímulo ao contato pele a pele precoce e participação ativa dos pais nos cuidados com o recém-nascido.

“Isso reduz o tempo de internação hospitalar, fortalece o vínculo pai-mãe-bebê, estimula o aleitamento materno, contribui para o alívio da dor e desenvolvimento neuropsicomotor do bebê”, destaca Carolina.

A experiência é vivida na prática por Joyce do Carmo, 30 anos, que há 41 dias acompanha a filha Ariella na unidade. Para ela, o Método Canguru faz toda a diferença no cuidado com a filha. “É corpo a corpo, o bebê sente a temperatura, os batimentos e o cheiro da gente. Eles ficam mais calmos e dormem melhor. E a gente mata um pouquinho da saudade de estar com eles pertinho”, conta.

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