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Casimiro quebrou o YouTube e transformou o mercado da mídia esportiva para sempre, diz investidora

Redação Online

Publicado em 17 de junho de 2026 às 14:15 | Atualizado há 1 hora

Casimiro Miguel durante transmissão da CazéTV | Foto: Reprodução
Casimiro Miguel durante transmissão da CazéTV | Foto: Reprodução

O recorde de 12,7 milhões de dispositivos conectados simultaneamente à transmissão da partida entre Brasil e Marrocos representa muito mais do que um número expressivo de audiência. Para a investidora Camila Farani, o resultado simboliza a consolidação de um novo modelo de distribuição de conteúdo, baseado em plataformas digitais, acesso gratuito e forte interação com o público.

Na avaliação de Farani, o desempenho é resultado de uma construção gradual iniciada em 2019, quando Casimiro começou a produzir conteúdo próprio nas redes sociais. A estratégia ganhou força com a transmissão da Copa do Mundo de 2022, avançou durante as Olimpíadas de Paris em 2024 e se fortaleceu com a cobertura da Copa do Mundo de Clubes em 2025.

Em vez de competir diretamente com a televisão aberta, a CazéTV apostou na linguagem nativa da internet e na aproximação com uma audiência acostumada a consumir conteúdo por meio de smartphones, redes sociais e plataformas de streaming.

A decisão da FIFA de ampliar a parceria com a CazéTV para a Copa do Mundo de 2026 foi consequência direta dos resultados apresentados em competições anteriores. O mercado passou a direcionar investimentos para ambientes capazes de oferecer alcance, engajamento e comportamento de consumo alinhados às novas gerações.

Farani observa que o debate deixou de ser uma escolha entre televisão e internet para se concentrar na identificação dos canais efetivamente utilizados pelo público-alvo durante os grandes eventos esportivos.


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