Cubanos superam venezuelanos e lideram pedidos de refúgio no Brasil em 2025
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 22 de junho de 2026 às 16:51 | Atualizado há 2 horas
Mais de 41 mil cidadãos cubanos solicitaram refúgio no Brasil ao longo de 2025 | Foto: Reprodução
Cubanos passaram a liderar, pela primeira vez, os pedidos de refúgio apresentados ao Brasil. Os dados fazem parte do relatório Refúgio em Números 2026, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), e mostram uma mudança no perfil dos solicitantes que buscam proteção no país.
Ao longo de 2025, o Brasil registrou 75.599 solicitações de refúgio. Desse total, 41.919 foram feitas por cidadãos cubanos, número que colocou Cuba no topo do ranking das nacionalidades com mais pedidos apresentados às autoridades brasileiras.
O levantamento aponta que o aumento da presença de cubanos entre os solicitantes coincide com o agravamento das pressões econômicas e políticas enfrentadas pela ilha, além das medidas adotadas pelos Estados Unidos em relação ao país desde o ano passado.
Os dados também indicam que o volume de solicitações de refúgio voltou a crescer em território brasileiro. Em comparação com 2024, houve alta de 10,9% no número de pedidos registrados.
Venezuelanos deixam liderança após anos
Nos últimos anos, os venezuelanos ocuparam a primeira posição entre as nacionalidades que mais solicitaram refúgio no Brasil. Em 2025, entretanto, o grupo passou a ocupar a segunda colocação.
Segundo o relatório, cidadãos da Venezuela apresentaram 21.233 pedidos de refúgio ao longo do último ano. A Colômbia aparece na sequência, com 1.432 solicitações.
O documento também destaca que o número total de pedidos registrados em 2025 representa um dos maiores volumes da série histórica brasileira. O resultado ficou atrás apenas dos anos de 2018 e 2019, períodos que registraram os maiores índices de solicitações de refúgio no país.
Os dados divulgados pelo OBMigra ajudam a traçar o panorama dos fluxos migratórios em direção ao Brasil e evidenciam mudanças recentes nos movimentos populacionais da América Latina e do Caribe.