Rubio responde Flávio Bolsonaro e mantém posição sobre tarifas dos EUA
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 26 de junho de 2026 às 11:14 | Atualizado há 2 horas
Marco Rubio respondeu à carta enviada por Flávio Bolsonaro sobre tarifas comerciais e relações entre Brasil e Estados Unidos | Foto: RS/Fotos Públicas
No início do mês, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encaminhou uma carta para o secretário de Estado, Marco Rubio, em que pedia que os EUA não impusessem tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano.
Resposta de Rubio
Rubio respondeu à carta, agradeceu a visita recente de Flávio a Washington, mas, em relação ao tarifaço, afirma que a investigação conduzida no país sobre práticas comerciais deixou “claro que continuamos a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.
O secretário cita as diferenças, como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação da lei anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
“Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de comentários públicos sobre a ação responsiva proposta e da audiência pública”, diz Rubio, em referência à audiência que vai acontecer no próximo dia 6 de julho. Tanto Flávio quanto o jornalista Paulo Figueiredo estão inscritos para participar.
Eleições e parceria entre os países
Em relação às eleições, o chefe da diplomacia americana afirma que o país observa o “otimismo” de Flávio em relação às próximas eleições de outubro “e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso você seja eleito”.
“Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica”, diz Rubio. “Espero ansiosamente pela continuação do nosso diálogo e pelo aprofundamento da parceria estratégica entre nossas duas grandes nações”.
O secretário encerra a carta dizendo “que Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil”. (Isabella Menon/FOLHAPRESS)