Ancelotti inicia preparação para duelo com a Noruega e busca substituto para Paquetá
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 2 de julho de 2026 às 09:02 | Atualizado há 2 horas
Carlo Ancelotti comanda o primeiro treino tático antes das quartas de final contra a Noruega | Foto: Reuters/Caean Couto
A Seleção Brasileira volta aos treinamentos nesta quinta-feira (2), em Nova Jersey, iniciando a preparação para o confronto contra a Noruega, pelas quartas de final da Copa do Mundo. A atividade marca o primeiro trabalho tático comandado por Carlo Ancelotti desde a vitória sobre o Japão e deve começar a desenhar a equipe que entrará em campo no domingo (5).
O principal desafio do treinador será definir quem ocupará o lugar de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda. Além da mudança no meio-campo, a comissão técnica também estuda a melhor estratégia para neutralizar Erling Haaland, principal referência ofensiva da seleção norueguesa.
O treino acontece às 12h (de Brasília), no CT de Columbia Park, com os primeiros 15 minutos liberados para a imprensa. Mais tarde, às 15h30, o atacante Endrick concederá entrevista coletiva no hotel onde a delegação brasileira está concentrada.
A preparação será concluída com mais dois treinamentos, na sexta-feira (3) e no sábado (4), antes da viagem para o MetLife Stadium, palco da partida decisiva.

Paquetá segue como dúvida
Sem divulgar boletins médicos ou prazos de recuperação, a CBF mantém sigilo sobre a evolução dos atletas lesionados. Internamente, porém, o cenário é diferente para cada caso.
Enquanto a recuperação de Raphinha é vista com maior otimismo para uma possível sequência no torneio, a situação de Lucas Paquetá exige mais cautela, tornando praticamente inevitável uma alteração no time titular.
Opções para o meio-campo
Entre as alternativas avaliadas por Carlo Ancelotti, Danilo Santos aparece como favorito para assumir a vaga de Paquetá. A mudança manteria a estrutura da equipe, reforçando o setor ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães.
Outra possibilidade é apostar em uma formação mais ofensiva. Nesse cenário, Matheus Cunha poderia atuar mais recuado na criação das jogadas ou Gabriel Martinelli assumir uma função central, após boa atuação diante do Japão.
Endrick e Neymar também surgem como opções para modificar o desenho tático. Caso um deles seja utilizado como referência no ataque, Matheus Cunha pode recuar para exercer o papel de articulador. Fabinho e Éderson completam a lista de alternativas para o meio-campo.
Haaland é o principal desafio
Do outro lado, a Noruega chega embalada após eliminar a Costa do Marfim nas oitavas de final e aposta no excelente momento de Erling Haaland. O atacante marcou cinco dos dez gols da equipe na competição e concentra metade da produção ofensiva dos europeus.
Apesar da força no ataque, os noruegueses também apresentam fragilidades defensivas. Em quatro partidas, sofreram oito gols, cenário que pode favorecer jogadores de velocidade como Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli, caso o Brasil adote uma postura mais agressiva.
Fora das quatro linhas, o confronto ganhou um ingrediente extra. Veículos da imprensa norueguesa publicaram manchetes afirmando que o Brasil estaria “tremendo” antes da partida, aumentando o clima de rivalidade às vésperas das quartas de final.
Quem avançar enfrentará na semifinal o vencedor do duelo entre Inglaterra e México.