Posse de celular cai entre crianças de 10 a 13 anos pela primeira vez, aponta IBGE
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 2 de julho de 2026 às 14:50 | Atualizado há 2 horas
Acesso à internet bateu recorde no Brasil, enquanto a posse de celulares caiu entre crianças de 10 a 13 anos | Foto: Getty Images/iStockphoto
O percentual de crianças e adolescentes de 10 a 13 anos com celular para uso pessoal caiu no Brasil entre 2024 e 2025, passando de 56,7% para 55,2%, segundo dados da Pnad Contínua 2025, divulgados nesta quinta-feira (2) pelo IBGE. Entre todas as faixas etárias analisadas, essa foi a única a registrar redução no período.
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Apesar do recuo recente, o índice ainda é superior ao registrado em 2019, quando 46,8% das crianças e adolescentes nessa faixa etária possuíam celular.
Na população em geral, a posse de telefone móvel continuou avançando. Em 2025, 88,9% dos brasileiros tinham celular para uso pessoal, percentual acima do observado no ano anterior.
O movimento foi inverso entre as pessoas com 60 anos ou mais. Nesse grupo, a proporção de usuários com telefone celular aumentou de 78,3% em 2024 para 80,3% em 2025. Em 2019, o índice era de 66,7%.
A pesquisa também mostra que os adultos de 25 a 39 anos seguem liderando a posse de celulares no país. Nessa faixa etária, 97,2% da população possui aparelho para uso pessoal.
Acesso à internet supera 90% da população
Além dos dados sobre telefonia móvel, o levantamento do IBGE aponta que o acesso à internet atingiu um marco inédito no país. Pela primeira vez, mais de 90% dos brasileiros com 10 anos ou mais utilizaram a rede, alcançando 90,5% da população, o equivalente a cerca de 168,7 milhões de pessoas.
Apesar do avanço, a pesquisa evidencia diferenças entre áreas urbanas e rurais. Nas cidades, o acesso à internet chegou a 91,5% da população, enquanto no campo o percentual foi de 83%.
Os números também revelam que a conectividade nas áreas rurais cresceu de forma acelerada nos últimos anos. Em 2016, apenas 33,8% dos moradores do campo tinham acesso à internet, enquanto nas áreas urbanas esse índice era de 71,3%. Considerando apenas a população rural, o percentual praticamente dobrou ao longo do período, alcançando 83% em 2025.