Michelle elogia política do governo Lula em meio à crise com Flávio Bolsonaro
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 3 de julho de 2026 às 15:44 | Atualizado há 2 horas
Michelle Bolsonaro elogiou a nova política de educação bilíngue para surdos anunciada pelo Ministério da Educação | Foto: Reprodução
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais nesta sexta-feira (3) para destacar uma iniciativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltada à educação de pessoas surdas. Em publicação, ela afirmou que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS) representa uma conquista para a comunidade surda e defendeu que a medida amplia a autonomia e o protagonismo desse público.
Leia também
Valdemar diz que Michelle não quer participar da campanha de Flávio Bolsonaro
A manifestação foi feita em meio à repercussão do desentendimento envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nos últimos dias, Michelle afirmou ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” durante uma conversa telefônica com o enteado sobre articulações políticas do Partido Liberal (PL).
Ao comentar a nova política, a ex-primeira-dama ressaltou que a educação bilíngue de surdos passa a ter uma modalidade própria, separada da Educação Especial. Para ela, a mudança fortalece os direitos da comunidade surda e representa a realização de uma antiga reivindicação.

Política prevê ampliação da inclusão
Além da implementação da PNEBS, o Ministério da Educação anunciou a abertura de um edital para selecionar artigos acadêmicos sobre educação bilíngue de surdos. Os trabalhos escolhidos farão parte da publicação Cadernos Equidade, desenvolvida em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Segundo o MEC, a iniciativa busca fortalecer os direitos educacionais e linguísticos da comunidade surda e atender a uma demanda histórica por mais inclusão nas escolas.
Dados divulgados pelo ministério mostram que apenas 12% das redes de ensino contam com materiais pedagógicos em Língua Brasileira de Sinais (Libras). O levantamento também aponta que somente 2.501 professores possuem formação continuada na área e que as avaliações em formato VídeoLibras alcançam apenas 1,31% dos estudantes, cenário que evidencia a necessidade de ampliar as políticas de acessibilidade.