Dirigentes do futebol acreditam que Neymar pode seguir exemplo de Messi e desistir de aposentadoria da Seleção
Redação Online
Publicado em 7 de julho de 2026 às 20:58 | Atualizado há 21 minutos
Neymar ao final do jogo contra a Noruega | Foto: Fifa
A sinalização de Neymar de que deve se aposentar da seleção brasileira depois da eliminação da Copa neste ano foi recebida com relativo descrédito por dirigentes de federações, assessores técnicos e integrantes da CBF. De acordo com análise de três deles, as declarações do jogador, feitas no calor da derrota para a Noruega, no domingo (05/07), não devem ser tomadas como definitivas.
Eles citam o exemplo de Lionel Messi, que em 2016 anunciou a aposentadoria da seleção argentina depois de uma sequência de derrotas. Poucos meses depois, ele voltou atrás, seguiu na equipe, bateu recordes e conquistou diversos títulos, incluindo a Copa do Mundo de 2022.
Há diferenças entre os momentos. Messi tinha 29 anos quando anunciou a aposentadoria; Neymar tem 34. O argentino já era considerado um dos melhores do mundo, enquanto o brasileiro está em momento de declínio na carreira.
A carta aberta divulgada pelo pai de Neymar um dia depois do anúncio, pedindo que ele siga jogando futebol, foi considerada pelos profissionais ouvidos como uma confirmação das suspeitas de que, passada a emoção inicial, o jogador reconsiderará sua decisão.
A dúvida é se ele teria, daqui a quatro anos, recuperado as mínimas condições para, aos 38, disputar mais um mundial, como fizeram Messi (39) e Cristiano Ronaldo (41). Neste Mundial, Neymar passou a maior parte do tempo no banco.