Casa ou apartamento? Especialista aponta o que avaliar antes de comprar um imóvel
Léo Carvalho
Publicado em 8 de julho de 2026 às 12:53 | Atualizado há 2 horas
Casas oferecem mais espaço e privacidade, enquanto apartamentos atraem pela praticidade, segurança e infraestrutura | Foto: Divulgação
O desejo da casa própria continua em alta entre os brasileiros. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica, referente ao primeiro trimestre de 2026, revela que 49% da população pretende adquirir um imóvel nos próximos anos. O índice representa crescimento de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, quando a intenção de compra era de 44%.
A principal motivação continua sendo a saída do aluguel e a conquista da moradia própria. Entre aqueles que pretendem comprar um imóvel, 83% buscam uma residência para morar.
Embora a preferência declarada recaia sobre as casas de rua, elas nem sempre são a escolha final do comprador. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados sonham com esse tipo de imóvel, enquanto 35% preferem apartamentos e 14% optariam por casas em condomínios fechados. Na prática, porém, 43% das aquisições acabam sendo de apartamentos, contra 26% de casas de rua.
Segundo o especialista em mercado imobiliário Ricardo Augusto, esse comportamento também é observado em Goiânia. Ainda de acordo com ele, fatores como orçamento familiar, facilidade de financiamento, disponibilidade de imóveis e localização acabam influenciando mais a decisão do que o desejo inicial.
“O consumidor procura conciliar qualidade de vida, capacidade financeira e o momento em que está vivendo. Muitas vezes, o apartamento oferece esse equilíbrio, principalmente por exigir um investimento inicial menor e reunir diferenciais que agregam valor à rotina”, explica Augusto.
De acordo com o especialista, os empreendimentos verticais têm se destacado por oferecer infraestrutura completa, com áreas de lazer, academias, rooftops, coworkings, espaços para delivery e outras facilidades que atraem diferentes perfis de compradores.

Decisão deve considerar muito mais que o preço
Ricardo Augusto ressalta que escolher entre casa e apartamento exige uma análise que vai além do valor de compra. Entre os aspectos que merecem atenção estão a localização do imóvel, o potencial de valorização, a qualidade da construção, a reputação da incorporadora, a infraestrutura do entorno, o custo do condomínio, a facilidade de revenda e as despesas futuras, como manutenção e tributos.
“O comprador precisa pensar não apenas no investimento inicial, mas em todo o custo de manter o imóvel ao longo dos anos”, destaca.
Quando a casa é a melhor opção
Para quem valoriza espaço, privacidade e liberdade para personalizar o imóvel, a casa costuma oferecer vantagens importantes. Ambientes mais amplos, melhor ventilação, quintal, maior incidência de luz natural e possibilidade de adaptações são alguns dos diferenciais.
Esse perfil de imóvel costuma atender especialmente famílias com filhos, tutores de animais de estimação, pessoas que trabalham em home office e moradores que priorizam áreas privativas para lazer e convivência.
Nos condomínios fechados, esses benefícios são somados à segurança, à organização urbana e às áreas comuns compartilhadas. Segundo Ricardo Augusto, esse segmento vem registrando crescimento na Região Metropolitana de Goiânia, impulsionado pela busca por mais qualidade de vida e tranquilidade.

Apartamentos oferecem praticidade e serviços
Os apartamentos, por outro lado, conquistam compradores pela praticidade. Em geral, estão localizados em regiões mais centrais, próximas a polos comerciais, escolas, hospitais e serviços, reduzindo o tempo de deslocamento no dia a dia.
Outro atrativo é a segurança proporcionada pelos condomínios, que normalmente contam com portaria, controle de acesso e monitoramento. Além disso, muitos empreendimentos oferecem estrutura de lazer e conveniência, como academias, coworkings, espaços gourmet, mercadinhos internos e áreas destinadas ao recebimento de entregas.
Segundo o especialista, esse perfil costuma atender melhor investidores, casais sem filhos, pessoas que viajam frequentemente e famílias que valorizam mobilidade urbana e praticidade na rotina.
Independentemente da escolha, Ricardo Augusto afirma que a decisão deve estar alinhada ao estilo de vida, às necessidades da família e ao planejamento financeiro, fatores que contribuem para uma compra mais segura e adequada ao longo prazo.
