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Flamengo monitora lesões e desgaste de convocados após a Copa do Mundo

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 10 de julho de 2026 às 11:03 | Atualizado há 3 horas

Paquetá, Arrascaeta e outros convocados retornam ao Flamengo sob acompanhamento da comissão técnica. | Foto: Reprodução/Instagram
Paquetá, Arrascaeta e outros convocados retornam ao Flamengo sob acompanhamento da comissão técnica. | Foto: Reprodução/Instagram

O Flamengo teve o maior número de convocados para a Copa do Mundo entre os clubes do Brasil, mas os nove que lá estavam duraram pouco na competição e alguns deles ainda trouxeram uma dor de cabeça ao Rubro-Negro, já que se lesionaram ou não foram utilizados.

Paquetá encurtará férias para se recuperar

Lucas Paquetá, assim como os demais que estavam na Copa, têm o direito a dez dias de férias, mas o meia irá abrir mão de uma parte delas. Isso porque o meia sofreu uma lesão na coxa esquerda na vitória sobre o Japão por 2 a 1, na segunda fase do Mundial, e ainda está no processo de recuperação.

O Flamengo tem um plano de que Paquetá consiga estar apto a retornar aos gramados contra o Cruzeiro, dia 12 de agosto, no Mineirão (MG), pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.

Arrascaeta já faz treinos com bola, mas ainda não tem previsão de retorno

Após ir para a Copa do Mundo pelo Uruguai e não conseguir jogar em função de uma lesão na panturrilha, o meia Arrascaeta já treina parcialmente com bola no Ninho do Urubu, mas o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, prefere ser cauteloso e não dá um prazo para o retorno do jogador.

O treinador, inclusive, destacou a necessidade de ser ter um reforço que atue por aquele setor uma vez que o uruguaio tem convivido com muitas lesões e nem sempre consegue atuar os 90 minutos.

“O Arrasca é um jogador fantástico, mas porventura, não consegue. Não só este ano, ano passado já não conseguia dar 90 minutos. Muitas vezes tem que ser gerido para mantê-lo fresco ao longo da temporada. E agora com este problema desta dupla lesão (clavícula e depois panturrilha), está há três meses sem jogar. Não quero ser pessimista, mas não sei quanto tempo será necessário um jogador com estas características voltar outra vez ao seu normal. Com certeza é um jogador fundamental para nós, mas temos de ter soluções”, afirma Leonardo Jardim.

O problema na panturrilha de Arrascaeta foi detectado quando ele já estava entregue à seleção uruguaia, e gerou atrito entre o Rubro-Negro e a comissão celeste — o clube carioca acusou o Uruguai de não seguir protocolo e o técnico Marcelo Bielsa rebateu.

Jogadores não utilizados na Copa também preocupam

Até mesmo jogadores que não se lesionaram na Copa do Mundo preocupam a comissão técnica. De acordo com o técnico Leonardo Jardim, há uma cautela com os atletas que não foram utilizados por suas seleções e ficaram apenas no banco de reservas, casos de Léo Pereira, no Brasil, e Carrascal, na Colômbia.

Alex Sandro, por exemplo, até entrou em campo, mas por apenas oito minutos, diante da Escócia, na fase de grupos.

“A minha preocupação é mais física, porque temos jogadores que já não jogam também há muito tempo. Foram à seleção e não jogaram. E temos outros que se lesionaram e que não sei quando vão voltar”, disse Jardim após vitória em amistoso contra o Lausanne, da Suíça.

Veja a minutagem dos nove jogadores do Flamengo na Copa

Danilo (Brasil) – 405 minutos

Plata (Equador) – 360 minutos

Varela (Uruguai) – 270 minutos

Lucas Paquetá (Brasil) – 237 minutos

De la Cruz (Uruguai) – 83 minutos

Alex Sandro (Brasil) – 8 minutos

Carrascal (Colômbia) – zero

Léo Pereira (Brasil) – zero

Arrascaeta (Uruguai) – zero

Léo Ortiz segue lesionado

Além dos lesionados da Copa, o Flamengo já tem um jogador que está no departamento médico desde antes do Mundial: o zagueiro Léo Ortiz, que sofreu uma lesão na coxa direita dia 30 de maio, contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro.

Inicialmente, o diagnóstico era de uma contusão leve, mas o defensor segue sem previsão de retorno aos gramados.

“Em relação ao Léo, também não tenho nenhuma informação de quando será o seu regresso. A única coisa que eu sei é que em 45 dias de paralisação é preciso ter um trabalho de integração forte para voltar a competir. Às vezes, as pessoas não estão atentas, mas um jogador normal para 30 dias de férias, volta uma semana de treinos e consegue competir. Quando é mais de um mês, precisa mais do que essa semana”, afirma Jardim. (Bruno Braz/FOLHAPRESS)


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