Internacional

Conflito entre EUA e Irã se intensifica com novos ataques e tensão em Ormuz

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 14 de julho de 2026 às 11:14 | Atualizado há 18 minutos

Novos ataques e disputa pelo controle da principal rota de petróleo do mundo aumentam | Foto: REUTERS/Dado Ruvic
Novos ataques e disputa pelo controle da principal rota de petróleo do mundo aumentam | Foto: REUTERS/Dado Ruvic

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (14). O governo iraniano lançou mísseis balísticos contra uma base aérea americana na Jordânia, enquanto as forças dos EUA responderam com uma nova rodada de ataques a alvos iranianos, prolongando por horas a ofensiva militar.

Os confrontos ocorrem em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A instabilidade voltou a impulsionar os preços da commodity, que atingiram o maior patamar das últimas quatro semanas.

As operações militares se intensificaram após o Irã anunciar, no sábado (11), o fechamento do estreito. Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restabeleceu o bloqueio à navegação iraniana e propôs a cobrança de uma taxa de 20% para embarcações que utilizarem a rota estratégica.

Mesmo com um acordo provisório firmado entre os dois países no mês passado, especialistas avaliam que a nova escalada coloca em dúvida qualquer perspectiva de redução definitiva das hostilidades. Analistas, porém, afirmam que ambos os lados ainda buscam evitar um confronto em larga escala, embora alertem para o risco de uma escalada fora de controle.

A guerra também tem reflexos na política interna americana. O aumento do preço dos combustíveis ocorre às vésperas das eleições legislativas de novembro, tornando o conflito um tema sensível para o governo Trump.

Projétil lançado de navio militar americano contra alvos iranianos | Foto: U.S. Central Command/Handout/REUTERS


Segundo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os mísseis iranianos tiveram como alvo uma base dos Estados Unidos na Jordânia. As Forças Armadas jordanianas informaram ter interceptado quatro projéteis antes que atingissem o território do país.

Enquanto isso, veículos de imprensa iranianos relataram novos bombardeios americanos contra diversas cidades, deixando ao menos quatro feridos e mobilizando equipes de resgate.

A tensão também aumentou no Estreito de Ormuz. Teerã reafirmou que continuará exercendo controle sobre a passagem marítima e rejeitou qualquer interferência dos Estados Unidos. Em resposta às declarações de Trump sobre a cobrança de tarifas para navegação, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país seguirá como “guardião” da região.

Outro episódio agravou o cenário: os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atingir dois navios-tanque que cruzavam o estreito. Segundo autoridades emiradenses, um tripulante morreu e outros oito ficaram feridos. A Guarda Revolucionária iraniana alegou que as embarcações ignoraram advertências e navegavam por uma rota considerada irregular.

Diante da crise, o Centro Conjunto de Informações Marítimas, coordenado pela Marinha dos Estados Unidos, anunciou a implementação de um bloqueio à costa iraniana, incluindo portos e terminais petrolíferos, medida que amplia ainda mais a pressão sobre uma das rotas comerciais mais importantes do planeta.


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