Médico é preso com giroflex, armas e distintivo na avenida Paulista
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 14 de julho de 2026 às 10:34 | Atualizado há 59 minutos
Carro de luxo utilizado pelo médico foi apreendido após abordagem da GCM na avenida Paulista; armas, munições, giroflex e um distintivo de assessor parlamentar foram encontrados no veículo | Foto: TV Globo/Reprodução
Um médico de 69 anos foi preso na noite desta segunda-feira (13) na avenida Paulista, região central de São Paulo, após andar com um giroflex ligado em um carro de luxo e com armas.
Homem foi abordado por agentes da Guarda Civil Metropolitana que desconfiaram das luzes do veículo. “Fomos verificar se era um profissional de segurança precisando de alguma coisa, ajudando alguém”, afirmou o guarda Caio de Almeida a jornalistas no local do ocorrido.
Giroflex e armas no veículo
O suspeito, então, se apresentou como neurocirurgião e disse que usava o giroflex porque estava atrasado para um compromisso. O uso do giroflex é restrito a serviços de emergência e segurança, logo, não pode ser instalado em carros de civis.
Ao vasculhar o carro, os agentes encontraram duas armas: uma pistola calibre 9 mm e um revólver calibre .38. O médico disse que tinha registro de CAC, mas não mostrou qualquer documento que comprovasse isso.
No veículo, os agentes também acharam munições e um distintivo de assessor parlamentar. Os objetos foram apreendidos, assim como as armas e o carro.
Prisão em flagrante e investigação
O homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e falsa atribuição de função pública. O UOL não teve acesso à defesa dele até o momento. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que ele passará por audiência de custódia às 14h. O espaço será atualizado se houver posicionamento de algum advogado.
Apesar de ter registro ativo no Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o suspeito não tem a especialidade de neurologia registrada no documento. O UOL entrou em contato com o hospital no qual, segundo as redes sociais, ele trabalhava, mas não recebeu retorno até o momento.