Anvisa autoriza o uso do Ocrevus para lúpus e esclerose múltipla em jovens
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 21 de julho de 2026 às 10:47 | Atualizado há 6 horas
Anvisa amplia registro do Ocrevus para tratamento complementar de lúpus pediátrico e esclerose múltipla em adolescentes | Foto: Reprodução/Lithealth
A Anvisa ampliou o uso de medicamentos para lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes. O registro do Ocrevus foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (20).
A ampliação para lúpus eritematoso sistêmico pediátrico vale para apresentações em caneta aplicadora ou autoinjetora. O uso será complementar e destinado a pacientes com alto grau de atividade da doença que já recebem o tratamento padrão.
Esses pacientes precisam usar corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores. A alternativa subcutânea, aplicada abaixo da pele, pode reduzir deslocamentos a centros de infusão.
Medicamento também é autorizado para esclerose múltipla
A Anvisa também autorizou o uso de Ocrevus, nome comercial do ocrelizumabe, contra esclerose múltipla remitente-recorrente.
O medicamento pode ser indicado a pacientes a partir de 12 anos com peso igual ou superior a 40 kg, conforme registro publicado no Diário Oficial da União.
Doenças exigem acompanhamento
Lúpus pediátrico é uma doença autoimune crônica e potencialmente grave. Em comparação ao lúpus em adultos, pode ter maior atividade inflamatória e risco de danos a órgãos ao longo do tempo.
Esclerose múltipla é crônica, progressiva e pode causar incapacidade. Entre crianças e adolescentes, ela representa cerca de 3% a 5% dos casos e pode provocar mais surtos.