Justiça da Indonésia condena 19 envolvidos em rede de tráfico de bebês
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 21 de julho de 2026 às 16:17 | Atualizado há 1 hora
Investigação revelou que ao menos 34 bebês foram traficados entre 2023 e 2025 | Foto: Reprodução
A Justiça da Indonésia condenou, nesta terça-feira (21), as 19 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada no tráfico de bebês. As penas impostas aos envolvidos variam de três a sete anos de prisão. Entre os condenados está Lie Siu Luan, de 70 anos, apontada pelas autoridades como a líder do esquema e sentenciada à maior pena.
De acordo com as investigações, o grupo teria negociado ilegalmente pelo menos 34 bebês entre os anos de 2023 e 2025. A maior parte das crianças foi levada para Singapura, onde cada uma era comercializada por cerca de 250 milhões de rúpias indonésias, valor equivalente a aproximadamente R$ 71 mil.
O destino das crianças ainda está sendo definido pelas autoridades. Segundo a BBC, o Ministério de Assuntos Sociais da Indonésia analisa cada caso para verificar se os bebês poderão retornar com segurança às famílias biológicas ou se será necessário encaminhá-los para acolhimento em lares alternativos.
Investigação começou após denúncia de uma mãe
As apurações tiveram início depois que uma mulher procurou a polícia para denunciar o desaparecimento do filho recém-nascido. Ela relatou que havia conhecido uma suspeita pela internet, que se ofereceu para cuidar da criança mediante pagamento. No entanto, além de não cumprir o acordo financeiro, a mulher desapareceu com o bebê.
A partir da denúncia, a polícia aprofundou as investigações e identificou indícios de que o caso fazia parte de uma rede criminosa mais ampla. As diligências revelaram a existência de dezenas de ocorrências semelhantes, levando ao desmantelamento do grupo e à responsabilização dos envolvidos pelo esquema de tráfico de recém-nascidos.