Sobe para 53 o número de mortos em naufrágio de balsa na Guiana
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 22 de julho de 2026 às 09:55 | Atualizado há 5 horas
Equipes de resgate atuam nas buscas por vítimas após o naufrágio da balsa MV Barima na costa da Guiana| Foto: Ministério dos Assuntos Ameríndios de Guiana
O número de mortos após o naufrágio de uma balsa na costa da Guiana subiu para 53, informaram nesta terça-feira (21) as autoridades do país, que continuam a busca por sobreviventes 76 já foram resgatados, enquanto 50 permanecem desaparecidos.
A embarcação MV Barima, que transportava 179 pessoas, saiu da capital, Georgetown, na noite do sábado (18) com destino a Port Kaituma, vilarejo no interior da região de Essquibo. O local na floresta amazônica só é acessível por rio, e navios que saem da capital costumam navegar pelo mar antes de entrar nas vias fluviais.
Causas do acidente são investigadas
A balsa virou em alto-mar horas após a partida, segundo autoridades, que ainda investigam a causa. Entre as hipóteses estão a superlotação o manifesto dava conta de apenas 133 passageiros, a idade do navio, construído em 1939, e possível uso de drogas por parte da tripulação. O piloto e outro tripulante foram presos depois que um exame de sangue constatou a presença de THC, princípio ativo da maconha, no organismo.
Buscas continuam e governo promete rigor
O ministro de Obras Públicas da Guiana, Juan Edghill, disse que o acidente se trata do “pior desastre marítimo” do país em décadas. Edghill afirmou que mergulhadores da Guiana Francesa, país vizinho, estão auxiliando nas buscas em conjunto com 16 barcos da guarda costeira e outras organizações.
“Temos tolerância zero para tripulantes que bebem ou usam drogas no serviço. Vamos levar o caso a sério”, disse Edghill. O presidente Irfaan Ali visitou uma cidade próxima ao local do acidente e conversou com familiares de vítimas, que ainda esperam por informações sobre seus entes queridos.
Região de Essquibo é alvo de disputa
O Essquibo, onde fica Port Kaituma, é uma região rica em petróleo que corresponde a 70% do território da Guiana e é alvo de disputa entre o país e a Venezuela. Caracas reivindica a região para si com base em uma disputa com o Reino Unido no século 19. A Guiana tem pouco menos de 1 milhão de habitantes.