Cotidiano

Adolescente de 17 anos é agredida fisicamente por intolerância religiosa em escola de Goiás

Redação Online

Publicado em 25 de julho de 2026 às 18:15 | Atualizado há 32 minutos

Adolescente de 17 anos foi agredida fisicamente por intolerância religiosa no Colégio Estadual Arnoldo Abruzzini da Fonseca | Foto: Reprodução
Adolescente de 17 anos foi agredida fisicamente por intolerância religiosa no Colégio Estadual Arnoldo Abruzzini da Fonseca | Foto: Reprodução

Segundo relato da mãe da vítima, uma adolescente de 17 anos praticante do Candomblé foi brutalmente agredida por um grupo de colegas no Colégio Estadual Arnoldo Abruzzini da Fonseca. As agressões, que antes se limitavam a ofensas verbais, desta vez evoluíram para vias de fato: socos, pontapés, puxões de cabelo e a vítima foi derrubada ao chão. Somente com a intervenção de outro grupo de alunas a agressão foi interrompida.

Ainda na escola, foi descoberta a existência de um grupo de WhatsApp onde circulavam fotos da vítima vestida com trajes típicos do Candomblé, acompanhadas de mensagens ridicularizantes, preconceituosas e discriminatórias. Os fatos configuram clara intolerância religiosa somada a bullying escolar.

O caso foi imediatamente registrado na 43ª Delegacia de Polícia, onde a vítima realizou exame de corpo de delito. O Boletim de Ocorrência foi lavrado sob o número 043.04515/2026. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos nas agressões.

A mãe da jovem relatou ainda a omissão da direção do colégio, que teria minimizado o ocorrido por estar “ocupada com outros afazeres curriculares”. A diretora teria afirmado que a filha estava na escola “para ser educada”, ao que a mãe retrucou: “minha filha frequenta o colégio para ser ensinada”. A fala gerou revolta e repercutiu nas redes sociais.

Este episódio reforça a necessidade urgente de ações efetivas por parte das instituições de ensino e dos órgãos de segurança pública no combate à intolerância religiosa, especialmente em ambientes escolares. A Secretaria de Educação do Estado foi procurada para se manifestar sobre o caso, mas ainda não se posicionou oficialmente.


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