Romeu Zema tem candidatura à Presidência oficializada pelo Novo
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 27 de julho de 2026 às 14:00 | Atualizado há 41 minutos
Candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema apresentou propostas de campanha durante convenção nacional do partido | Foto: Gabriel Pinheiro/CNI
A candidatura de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República foi oficializada nesta segunda-feira (27), durante a convenção nacional do partido, realizada em Brasília (DF). No evento, o ex-governador de Minas Gerais adotou um discurso voltado à oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apresentou propostas para reforçar o combate às organizações criminosas. O Novo, no entanto, ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice na chapa.
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Em sua primeira manifestação como candidato oficial da legenda, Zema afirmou que pretende conduzir uma campanha de oposição ao PT. Segundo ele, o partido costuma rejeitar iniciativas que apresentam resultados positivos para o país, motivo pelo qual disse que enfrentará o projeto político da sigla durante a disputa eleitoral.
O ex-governador também voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o discurso, afirmou que pretende combater o que classificou como privilégios dentro da Corte e disse ser o pré-candidato que mais questiona a atuação dos ministros. Ao mencionar a ação judicial movida pelo ministro Gilmar Mendes, afirmou que responde ao processo sem receio e alegou que nunca manteve qualquer relação com o banqueiro citado em sua fala, ao contrário do que, segundo ele, ocorreu com integrantes do STF.
Sem mencionar outros magistrados nominalmente, Zema fez referências a episódios envolvendo contratos milionários, negociações imobiliárias e viagens em aeronaves particulares para reforçar as críticas ao Judiciário. O candidato afirmou ainda que mora em Belo Horizonte há oito anos e reiterou que jamais teve contato com o empresário mencionado durante o pronunciamento.
Segurança pública concentra principais propostas
Ao tratar da segurança pública, Zema defendeu o enquadramento de organizações criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), na legislação antiterrorismo. Para o candidato, o Brasil deveria ter adotado essa medida antes mesmo de os Estados Unidos classificarem facções brasileiras como grupos terroristas.
Na avaliação do ex-governador, reconhecer essas organizações como terroristas fortaleceria o combate ao crime organizado e representaria uma resposta mais dura do Estado às facções que atuam no país.
Entre as propostas apresentadas, Zema anunciou a intenção de construir um presídio de segurança máxima em uma região isolada da Amazônia. Segundo ele, a unidade seria destinada exclusivamente às principais lideranças criminosas, que permaneceriam presas por longos períodos, sem condições de continuar comandando as facções de dentro do sistema penitenciário.
O candidato também afirmou que pretende trabalhar para que o Brasil recupere sua soberania, defendendo que o enfrentamento às organizações criminosas deve partir do próprio país, sem depender de iniciativas adotadas por governos estrangeiros.
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A oficialização da candidatura ocorreu no mesmo dia em que foi divulgada uma pesquisa do instituto BTG/Nexus sobre a disputa presidencial. No levantamento, Zema aparece com 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registra 46%. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.
Durante a convenção, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que Zema assumiu o governo de Minas Gerais em um cenário de dificuldades financeiras e conduziu um processo de reorganização das contas públicas. Para o dirigente, a gestão do ex-governador se tornou uma referência nacional de recuperação fiscal e demonstra sua capacidade para disputar a Presidência da República.