Mãe denuncia suposta negligência médica após filha de 21 anos morrer com dengue em hospital de Goiânia
Redação Online
Publicado em 30 de julho de 2026 às 21:25 | Atualizado há 50 minutos
Evelyn Rodrigues de Oliveira, de 21 anos, morreu horas depois de dar entrada em hospital particular de Goiânia | Foto: Arquivo pessoal
A família de Evelyn Rodrigues de Oliveira, de 21 anos, registrou denúncia contra o Hospital São Judas Tadeu, em Goiânia, por suspeita de negligência durante o atendimento da jovem. A paciente deu entrada na unidade com quadro de dengue hemorrágica e faleceu horas depois. A mãe, dona Eliete, alega que a equipe médica agiu com descaso e que o médico responsável orientou os procedimentos por telefone, sem comparecer ao local.
Os primeiros sintomas surgiram no dia 3 de julho, com dores no corpo e cansaço extremo. Um exame particular confirmou a dengue tipo C. Três dias depois, com fortes dores abdominais, Evelyn foi levada à UPA Brasicon, em Aparecida de Goiânia. De lá, foi encaminhada para internação no São Judas Tadeu. A jovem, que trabalhava como operadora de caixa e planejava se casar, não resistiu.
A mãe relatou que questionou a enfermeira sobre a aplicação de Tramal na filha, já que ela nunca havia tomado o medicamento. Segundo dona Eliete, a jovem entrou em crise imediatamente após a aplicação na veia. A equipe administrou Luftal, justificando que a paciente tinha gases, mas o quadro se agravou com inchaço abdominal e perda de consciência. “Minha filha morreu, vocês mataram minha filha”, desabafou a mãe.
O Hospital São Judas Tadeu informou que Evelyn foi internada para tratamento de dengue hemorrágica grave e ficou na unidade por cerca de três horas. A instituição afirmou que realizou todos os procedimentos necessários, incluindo intubação e estabilização, e que a paciente foi transferida com vida para a UTI de outro hospital. A unidade defendeu a qualidade do atendimento e afirmou que a morte ocorreu posteriormente.
A mãe registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil para apurar a conduta da equipe médica. O inquérito aguarda o resultado do exame cadavérico, cujo laudo deve ficar pronto entre 30 e 60 dias. A família cobra respostas sobre as circunstâncias que levaram à morte da jovem.