Caiado ataca Lula e Flávio Bolsonaro e diz que tem “autoridade moral” para governar Brasil
Léo Carvalho
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 12:52 | Atualizado há 50 minutos
Durante sabatina, Ronaldo Caiado afirmou que nunca esteve envolvido em escândalos de corrupção | Foto: O Antagonista
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, elevou o tom das críticas aos adversários durante sabatina realizada pelo G4 em parceria com o site O Antagonista. Ao defender sua trajetória política, o candidato afirmou que nunca esteve envolvido em casos de corrupção e declarou que a autoridade para governar depende do histórico de quem ocupa o cargo.
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Sem mencionar diretamente os nomes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um dos trechos da fala, Caiado questionou se já foi associado a práticas como “rachadinha” ou “mensalão”. Segundo ele, um presidente precisa chegar ao comando do país “de mãos limpas” para ter legitimidade na condução do governo.
“Vocês já me viram em rachadinha, em mensalão? Então, não se governa pelo discurso, se governa pelo exemplo de vida”, afirmou Caiado.
Na avaliação de Caiado, o exercício da Presidência exige autoridade moral e independência para tomar decisões. Ele acrescentou que um governante não pode ter “rabo preso” e deve conduzir a administração pública pelo exemplo.
Durante a entrevista, o candidato também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro. Caiado afirmou que episódios envolvendo o parlamentar, como a divulgação de um áudio enviado ao banqueiro Daniel Vorcaro, prejudicaram a formação de alianças políticas em torno da candidatura do PL.
Ao comentar a convenção partidária de Flávio Bolsonaro, Caiado classificou o evento como “pífio” e ironizou a participação do presidente argentino Javier Milei e a exibição de um vídeo produzido com inteligência artificial de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o encontro acabou sendo marcado mais pelos convidados e pela tecnologia utilizada do que pelo próprio candidato.
As críticas também atingiram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-goverandor de Goiás afirmou que o petista demonstrou desconhecimento sobre o tema das terras raras e fez comparações entre um eventual novo mandato de Lula e a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. O candidato ainda acusou o governo federal de ser conivente com o narcotráfico, sem apresentar provas durante a entrevista.
As declarações fazem parte da estratégia adotada por Caiado para reforçar sua imagem como alternativa aos candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto e ampliar sua presença no debate eleitoral.