Caiado convida promotor Lincoln Gakiya para comandar Ministério da Segurança
Léo Carvalho
Publicado em 11 de agosto de 2026 às 15:59 | Atualizado há 1 hora
Caiado anunciou que pretende convidar promotor Lincoln Gakiya para comandar eventual Ministério da Segurança Pública | Foto: Reprodução/Yuri Murakami/Estadão
O candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, anunciou nesta segunda-feira (10) que pretende convidar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya para comandar um eventual Ministério da Segurança Pública, caso seja eleito. O anúncio ocorreu durante a apresentação do plano de governo do candidato para a área, em São Paulo.
Caiado afirmou que a escolha surgiu de forma espontânea durante o evento e que pretende entrar em contato com Gakiya para formalizar o convite. O ex-governador contou que conheceu o promotor durante sua gestão no estado, quando o convidou para ministrar palestras a integrantes das forças de segurança de Goiás.
Gakiya é integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e tem atuação no combate a organizações criminosas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC). O promotor também já foi alvo de ameaças atribuídas à facção.
Promotor disfarça o convite
Após o anúncio, Gakiya afirmou que não pode aceitar o cargo enquanto permanecer como promotor em atividade. Segundo ele, integrantes do Ministério Público não podem exercer atividade político-partidária enquanto estão na ativa.
O promotor também explicou que não pode se afastar da carreira para assumir um cargo no Executivo. Gakiya deverá preencher os requisitos para aposentadoria em dezembro deste ano.
Plano de segurança
Durante a apresentação, Caiado colocou o combate ao crime organizado como um dos principais pontos de seu programa para a área de segurança pública. Uma das propostas é criar um novo Ministério da Segurança Pública para coordenar as ações federais de combate às organizações criminosas.
O candidato também propôs a criação de uma legislação específica para o chamado “terrorismo doméstico”, com a intenção de ampliar os mecanismos de combate a facções e milícias. A proposta prevê que organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho sejam tratadas como ameaças à soberania nacional.
Entre as medidas apresentadas estão ainda a construção de 40 presídios de segurança máxima e o endurecimento das penas para integrantes de organizações criminosas. O plano também prevê mudanças relacionadas à execução penal e à atuação das forças de segurança.
Outra proposta é a criação de uma estrutura de cooperação entre forças policiais de países da América do Sul. A iniciativa foi apresentada como uma espécie de agência de integração para o combate ao crime organizado que atua além das fronteiras brasileiras.
O plano apresentado por Caiado reúne dez propostas para a segurança pública e também aborda temas como violência contra mulheres, corrupção e apostas on-line.