Brasil

Seis armas desaparecem de batalhão da PM na zona sul de SP

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 12 de agosto de 2026 às 13:58 | Atualizado há 2 horas

Polícia Militar investiga o desaparecimento de seis armas do 27º BPM/M, localizado na região do Grajaú e Cidade Dutra | Foto: Reprodução/Google Street View
Polícia Militar investiga o desaparecimento de seis armas do 27º BPM/M, localizado na região do Grajaú e Cidade Dutra | Foto: Reprodução/Google Street View

Seis armas da Polícia Militar desapareceram do 27º BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitano), na zona sul de São Paulo.

A corporação afirma ter instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar as circunstâncias do caso. Não foi informado quando a falta das armas foi notada nem qual o tipo de armamento que desapareceu.

“Diligências seguem em andamento para localizar o material e apurar as responsabilidades”, afirmou a corporação.

O batalhão fica na rua Rosália Grisi Sandoval, na região do Grajaú e Cidade Dutra.

Caso semelhante ocorreu em arsenal do Exército

No dia 7 de setembro de 2023, feriado da Independência, 21 armas desapareceram do Arsenal de Guerra localizado em Barueri, na Grande São Paulo.

No material furtado, foram identificadas 13 metralhadoras .50 e oito de calibre 7,62, armamento considerado de grosso calibre.

Seguem desaparecidas duas metralhadoras .50 HB Browning. As duas armas têm poder antiaéreo, ou seja, podem derrubar helicópteros, por exemplo.

Quando a informação se tornou pública, o Exército afirmou que as armas furtadas estavam “inservíveis” e passariam por manutenção.

Nos dias seguintes, 19 armas foram localizadas pelas polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo e pelo Exército.

A venda dos armamentos foi negociada com duas facções criminosas, o Comando Vermelho e o PCC, segundo o então secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.

Durante as investigações, o Exército puniu administrativamente 38 militares. Segundo o Comando Militar do Sudeste, entre as punições internas estão a prisão disciplinar, de 1 a 20 dias.

Em junho de 2025, a Justiça Militar condenou em primeira instância nove pessoas acusadas de envolvimento no furto de metralhadoras do Exército em São Paulo.


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